De uma ponta para a outra do Brasil. Foi assim que os paranaenses vieram ao Pará, com o instinto de Pedro Álvares Cabral, curiosos por vasculhar novos costumes e corajosos por viver em abruptas diferenças naturais das regiões onde nasceram, a exemplo do clima sempre úmido e quente da Amazônia, totalmente diferente das quatro estações bem definidas do sul do país. Quando chegaram, descobriram que tinham muito mais afinidades com o Estado do que imaginavam.
Anos 70, São Paulo. Em meio ao auge do movimento hippie, o jovem Natsuo Hiraoka resolveu fazer uma viagem no melhor estilo mochileiro, para percorrer o norte e o nordeste com pouco dinheiro e a sua inseparável sleeping bag. Trancou a matrícula na Escola de Comunicação e Artes da conceituada Universidade de São Paulo (USP) e pediu demissão de um escritório burocrático. De carona em carona veio parar em Belém. E nunca mais voltou. “No início, o que me fez ficar foi não ter dinheiro e condições para prosseguir viagem. Comecei a procurar emprego nos jornais de Belém. Consegui um, fui ficando, gostando, me aclimatando”, contou.
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