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Férias para correr atrás do prejuízo

Cadernos, lápis, livros e canetas já foram deixados de lado por muitas crianças nesse mês de férias. No lugar entraram as pipas, brincadeiras e viagens. Mas nem todos tiveram essa felicidade de “abandonar” os estudos nem que seja por um mês.Por causa das

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Cadernos, lápis, livros e canetas já foram deixados de lado por muitas crianças nesse mês de férias. No lugar entraram as pipas, brincadeiras e viagens. Mas nem todos tiveram essa felicidade de “abandonar” os estudos nem que seja por um mês.
Por causa das más notas na primeira metade do ano letivo, muitos alunos têm de usar o mês de julho para tentar correr atrás do prejuízo. E é ai que se encontra o grande problema: o que os pais podem fazer para não prejudicar a criança na escola e ainda assim aproveitar o verão?
Proibir a criança ou adolescente de viajar durante as férias não é a melhor opção, alerta a psicopedagoga Karine Tavares. Ela comenta que essa medida pode ser assimilada de forma negativa pelo estudante e assim desestimulá-lo ainda mais. “Ele pode se sentir agredido e por isso não vai se centrar nos estudos. E aí, a situação acaba ficando mais difícil”. Karine diz que a melhor forma de tentar direcionar o aluno para que a situação não seja pior no final do ano é utilizar uma metodologia bem dinâmica. “É preciso fazer uso de materiais que eles utilizem, como o computador, para assim conseguir envolver o aluno com a matéria dada em sala de aula. Essa é uma das formas de auxiliar na melhoria do desempenho escolar”, diz a psicopedagoga.
VIVÊNCIA
A empresária Mara Fiel, mãe de Denílson, 14 anos, aluno do nono ano, conta que trazer o filho para acompanhar a sua rotina de trabalho é a melhor forma de fazê-lo entender que é preciso estudar. “Dou tudo que posso a ele. E para isso faço um grande esforço. Então é justo que ele faça o mínimo, que é estudar”, diz.
Já que o desempenho na escola não vai bem, Mara resolveu não viajar para assim acompanhar mais de perto o filho. “Isso não é um castigo. Quero apenas mostrar a ele a realidade, para que isso não se repita no ano que vem”, diz.

“Tratamentos de choque” nem sempre dão certo
O “tratamento de choque” parece já estar fazendo efeito em Denilson. “O videogame e o computador me prejudicam, mas vou tentar fazer uma rotina de estudos para não piorar no segundo semestre”, diz ele, que teve que estudar bastante para recuperar as notas em três matérias.
Já a funcionária pública Ana Aguiar, mãe de Victor, de 13 anos, apesar de dialogar com o filho, acha que a única forma de fazê-lo entender é com o castigo. “Tiro tudo o que ele mais gosta, que é o videogame e o computador, e só devolvo depois que vejo as notas”, conta.
Victor diz que os eletrônicos realmente lhe fazem ter menos atenção, mas que o principal fator é o método de ensino do professor. “Às vezes acho muito difícil o que o professor explica e para isso vou ter que organizar uma rotina de estudos extraclasse. Deixar o videogame de lado é o primeiro passo”, reconhece. O principal é que a família encare de forma natural e dê apoio aos que precisam melhorar as notas. (Diário do Pará)

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