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Rodoviários fecham avenida em protesto por salário

Trabalhadores da empresa de ônibus Perpétuo Socorro fecharam parte de uma das pistas da avenida Júlio César durante cerca de duas horas, no final da manhã de ontem, em protesto contra o atraso no pagamento dos salários e dos tíquetes-refeição da categoria

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Trabalhadores da empresa de ônibus Perpétuo Socorro fecharam parte de uma das pistas da avenida Júlio César durante cerca de duas horas, no final da manhã de ontem, em protesto contra o atraso no pagamento dos salários e dos tíquetes-refeição da categoria. A manifestação foi realizada em frente à estação de passageiros da empresa, no conjunto Marex.
Das 11h30 às 13h30 a pista ficou parcialmente obstruída, causando engarrafamento no trecho até quase a entrada do Aeroporto e muito aborrecimento e protestos de motoristas. Mas, como parte da via estava liberada, o trânsito logo foi controlado por dois policiais militares que negociaram com os manifestantes.
Funcionários da empresa denunciam que o pagamento dos salários já está entrando na terceira semana da atraso e há 15 dias os tíquetes-alimentação já deveriam ter sido entregues. Mas, segundo um funcionário que não quis se identificar, o atraso seria de somente 12 horas.
Segundo o diretor do Sindicato dos Rodoviários do Pará, Marcelo Augusto Mardock de Miranda, a Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) tem uma parte de culpa nessa situação porque estaria “perseguindo” a empresa desde que esta decidiu desativar a estação de passageiros do Marex, há cerca de 15 dias.
A companhia teria colocado ônibus de outras empresas, como Nova Marambaia, Princesa, Marajoara, Via Norte e Vip, para fazer as mesmas linhas da Perpétuo Socorro. A frota da empresa, que era de 150 veículos, de repente caiu para 90 por causa das fiscalizações da CTBel.
O protesto foi encerrado a pedido da polícia, mas a situação dos funcionários ainda não tinha sido resolvida até por volta das 14h. “Terminou a mobilização, mas não temos previsão de nada sobre o pagamento”, afirmou Mardock, cobrando um posicionamento da DRT e do Ministério Público sobre a situação.
A CTBel, por meio da assessoria de comunicação, informou que durante a fiscalização foram retirados de circulação os veículos da empresa que estariam sem condições de uso, ou por estarem com a licença vencida ou por ter mais de 10 anos. Em relação à instalação de outras linhas de ônibus, a CTBel justifica que estas foram colocas para atender à população que há muito tempo reclamava da falta de ônibus na área. A reportagem tentou contato com a direção da empresa, mas não conseguiu acesso a nenhum diretor. (Diário do Pará)

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