Um chiadinho inconfundível ao pronunciar o S, a paixão pelo carimbó, a mesa farta de referências indígenas como o tacacá.
Para quem nasceu ou vive no Pará, essas imagens são mais que corriqueiras. São verdadeiros clichês que definem um jeito de ser, típico de um povo que, mesmo nestes tempos globalizados, exibe tradições cada vez mais enraizadas.
Mas de onde vêm todos esses hábitos e costumes? Como eles se tornaram parte da identidade dos paraenses? O que nos define? Como nos tornamos o que somos?
O DIÁRIO foi em busca das origens da identidade do povo paraense. Encontrou uma certeza: somos resultado de um caldo cultural com ingredientes que ultrapassam fronteiras e as barreiras do tempo. O que hoje é o retrato do paraense é na verdade uma colagem com as contribuições de povos que já estavam aqui quando chegaram os primeiros portugueses - os índios - ou que para cá vieram após o descobrimento em busca de oportunidades, sonhos e de uma vida melhor, caso dos espanhóis, marroquinos, japoneses e outros.
EM FERVURA
Hoje, o caldeirão cultural ainda ferve. “O processo de formação de um povo não termina. É constante. Estamos sempre em formação”, ressalta o historiador e professor da Universidade Federal do Pará, Otaviano Vieira.
O Pará continua recebendo influências de outros países, mas as contribuições atuais vêm, principalmente, de migrantes de outros pontos do Brasil que chegam trazendo novos elementos ao jeito de ser dos paraenses.
>> Leia a matéria completa no hotsite do Orgulho do Pará.
>> Clique aqui e veja o infográfico sobre o "Jeitão Paraense"
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