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Curso da Emater atualiza pecuaristas de Tailândia

Até esta quinta-feira (21), 30 pequenos pecuaristas de Tailândia, no nordeste do Pará, estão se atualizando quanto às tecnologias de manejo de gado por meio de um curso de bovinocultura promovido pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e E

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Até esta quinta-feira (21), 30 pequenos pecuaristas de Tailândia, no nordeste do Pará, estão se atualizando quanto às tecnologias de manejo de gado por meio de um curso de bovinocultura promovido pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no auditório da Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará (Etepa).

Os participantes integram a Associação dos Produtores de Leite e Derivados Agrícolas de Tailândia (Aprudalt). A capacitação é periódica. Em geral, são promovidos por ano pelo menos dois treinamentos semelhantes. O próximo está programado para a Feira Agropecuária Municipal, que acontecerá na segunda semana de setembro.

As aulas são ministradas por um especialista convidado, o zootecnista goiano Alaor Oliveira Neto, que tem apresentado as novidades científicas e os caminhos de organização social, beneficiamento de produtos e comercialização até o nível de excelência que a pecuária de Goiás, no centro-oeste do Brasil, ostenta. “Embora a pecuária, principalmente leiteira, seja uma atividade forte da agricultura familiar de Tailândia, a cadeia produtiva ainda padece de sérios gargalos, como a inadequação sanitária em relação às instruções normativas do Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] e a falta de uma agroindústria comunitária”, explica o zootecnista da Emater Ailson Silveira, coordenador do curso.

Hoje, de acordo com dados da Emater, existem em torno de 200 famílias de pequenos pecuaristas, que juntas produzem mais de 10 mil litros de leite por dia. Cada litro é vendido em média por R$ 0,60 – o que resulta em um lucro de 10% a 15% para o produtor. Segundo Silveira, a cadeia pode dar um salto de produtividade e lucro por meio de melhoramento genético do rebanho, resfriamento do leite, conscientização sobre regras de higiene e possibilidades de beneficiamento. “Treinar os pecuaristas, permitindo-lhes sobretudo acesso a informações, é a via substancia desse processo evolutivo”, resume Silveira.

(Agência Pará)

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