Desde o dia 14 deste mês a Polícia Civil do Pará aguarda a decretação da prisão preventiva dos três acusados de execução do casal de ambientalistas de Nova Ipixuna do Pará, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, crime ocorrido dia 24 de maio. A conclusão do inquérito policial, apresentado ontem pela cúpula da Polícia Civil, é de que o crime teve características de disputa por lote de terra do assentamento do projeto agroextrativista Praialta Piranheira, como adiantou o DIÁRIO na edição de ontem. Mas, foram descartadas as hipóteses de encomenda por grandes fazendeiros ou madeireiros da região interessados na madeira nobre do projeto.
Segundo o diretor de Polícia do Interior, delegado Sílvio Maués, José Cláudio e Maria atrapalharam as pretensões de José Rodrigues Moreira de se apoderar de um lote de 31 alqueires de terra, que ele teria adquirido irregularmente por R$ 50 mil, apesar da área ser de assentamento e, portanto, não poder ser comercializada. Desde o início do inquérito, a polícia já requereu ao Judiciário três pedidos de prisão dos acusados. O primeiro, em junho, para a prisão de José Rodrigues Moreira, acusado de ser o mentor da execução.
No pedido seguinte, incluiu o irmão dele, Lindonjonson Silva Rocha, também negado pela Justiça. O último pedido de prisão preventiva apresentado pela polícia já inclui também Alberto Lopes do Nascimento, o Neguinho, que teria participado do crime junto com Lindonjonson, apontado como a pessoa que disparou a espingarda contra o casal. A polícia aguarda o despacho do juiz criminal de Marabá, Murilo Simão Lemos, para considerar os três indiciados foragidos, já que desapareceram após prestarem depoimento e negar envolvimento no crime.
O delegado que presidiu o inquérito, José Humberto de Melo Júnior, afirma que nos três pedidos à Justiça, a manifestação do Ministério Público foi favorável à prisão dos acusados. Inclusive, no primeiro pedido de temporária, o MP defendeu que fosse prisão preventiva, por achar que havia elementos suficientes para a Justiça conceder a medida. Leia mais no Diário do Pará.
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