Quase onze mil brasileiros por ano identificam que estão com câncer de esôfago. No Pará, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que o número de casos, em 2010, tenha chegado a 80. As pesquisas mostram que os principais atingidos são os homens - foram 60 doentes.
O desenvolvimento da doença está ligado ao uso excessivo de álcool e fumo e ao refluxo. “Quem sofre de refluxo traz substâncias do estômago que acabam prejudicando e modificando a mucosa do esôfago. Os fumantes e os consumidores de álcool são o público-alvo, por causa do risco”, explicou o cirurgião oncologista do Hospital Ophir Loyola, Vitor Moutinho.
O médico diz que o câncer de esôfago não está nem entre os 10 tipos de câncer que mais têm preocupado a saúde pública - os principais são de estômago e próstata, mas alerta para os riscos.
Silenciosa, a doença só da sintomas quando o estado já é muito avançado. A dificuldade de deglutir alimentos sólidos, a obstrução da passagem dos alimentos e o emagrecimento são os principais sinais. De acordo com o cirurgião, quando os sintomas já estão aparentes, a solução é a esofagectomia, onde é feita a retirada de todo o esôfago e o tratamento com quimioterapia.
Moutinho diz que no Pará os registros não são grandes. De janeiro a junho de 2008, foram registrados 25 casos, mas que a prevenção ainda é a melhor forma de combate. “Às vezes pegamos casos muito avançados, onde já não há o que ser feito, e tudo isso apenas por falta de cuidados. Um simples exame poderia evitar”.
O método mais eficaz para a prevenção é o exame de endoscopia, que deve ser feito a partir dos 35 anos, em um espaço de tempo de quatro anos. As mulheres são afetadas em uma proporção de uma para cinco homens, mas o consumo de substâncias que estimulam o desenvolvimento do câncer tem crescido entre o sexo feminino, o que tem chamado a atenção dos médicos. (Diário do Pará)
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