Em pé, na fila de passageiros que aguardavam no sábado o ônibus intermunicipal para Mosqueiro, na Praça do Operário, a estudante Karlene Vasconcelos chamava atenção pelos acessórios diferentes que segurava nas mãos: um caderno e uma caneta. “Tem que fazer logo as contas do que dá para gastar, porque esse já é o quarto final de semana que eu viajo e o salário está no fim”, contou sorrindo a jovem.
Mas, mesmo com a proximidade do final do mês, não faltaram pessoas dispostas a curtir o verão nas praias mais próximas de Belém. E era preciso paciência para a espera e sorte para conseguir um bom lugar já dentro do veículo. “Queria ir pelo menos sentado, porque imagina o aperto que vai ser levar essa tuba no corredor”, brincou Ademilson Ribeiro, devidamente equipado com mochila, guarda-sol e o instrumento de percussão.
Sem abrir mão do conforto, a técnica em enfermagem Maria do Socorro Souto deixou a fila e decidiu ir de táxi, mesmo custando o dobro da passagem normal. “Dá praticamente no mesmo, porque se ficasse esperando ônibus ia ter que comprar lanche, refrigerantes para as crianças, então é melhor chegar mais rápido e já almoçar na praia”, explicou.
No Terminal Rodoviário de Belém, a animação começava ainda na espera pelo ônibus. Alguns, mais preparados, já traziam suas bebidas e lanches em sacolas para economizar. “A gente parou logo no supermercado, comprou os mantimentos e já entrou no clima”, conta o tecnólogo em redes Otávio Castro, que ao lado de cinco amigos aguardava a van para Marudá, de onde atravessaria para a ilha de Algodoal.
Já na barreira da PRF, o fluxo de veículos não era intenso na manhã de sábado e registrou média de 40 carros por minuto.
(Diário do Pará)
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