A ministra-chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, passou praticamente todo o dia de ontem (27) em Xambioá (TO) acompanhando as escavações no Cemitério Municipal, realizadas pelo Grupo de Trabalho Araguaia (GTA), coordenado pelos Ministérios da Justiça, Defesa e Direitos Humanos.
Maria chegou a Xambioá (TO) por volta das 11h da manhã e foi logo ao cemitério municipal onde ocorrem as escavações.No cemitério, acompanhou o trabalho das equipes de peritos e conversou com os médicos legistas (da Polícia Federal e do IML do DF), que estão trabalhando em uma ossada em uma área chamada “Cimento”.
Tal ossada pode ser do médico-guerrilheiro João Carlos Haas (“Juca”), morto pelo Exército em Setembro de 1972. Ele era um dos combatentes mais reconhecidos pela população por ter fundado os primeiros hospitais públicos na Região do Araguaia (Porto Nacional-MA, Tocantinópolis-TO e Porto Franco-TO). “É grande nossa expectativa sobre a ossada do “Juca”, declarou Paulo Fonteles Filho, que integra o GTA como representante do PCdoB, partido que protagonizou a Guerrilha.
Pelo final da manhã, a ministra recebeu uma “Carta dos camponeses do Araguaia à Ministra Maria do Rosário”, da Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia. “No documento, os camponeses pedem o empenho da ministra à causa das reparações econômicas dos camponeses atingidos pela brutal repressão política”, destaca Fonteles. Leia mais no Diário do Pará.
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