Fiscais da Receita Federal e do Trabalho, os advogados da União e os peritos e delegados da Polícia Federal realizaram na manhã de hoje (28) uma paralisação nacional, intitulada 'Dia Nacional pelo Direito a um Serviço Público de Qualidade'.
A manifestação é para forçar o governo federal a reiniciar as negociações com a categoria, paralisadas desde maio deste ano.
“Os delegados da Polícia Federal estão fazendo uma mobilização para conscientizar as pessoas que, por mais que tentemos melhorar o efetivo e a qualidade de atendimento à população através de negociações com o governo, não estamos sendo atendidos", explicou o delegado da Polícia Federal, Kel Lúcio.
Eles também querem a retomada dos concursos públicos e a reestruturação das carreiras para valorização profissional dos servidores; o fim da terceirização nas atividades próprias de carreira e a valorização das funções de apoio administrativo. Pedem ainda que o governo se manifeste sobre as negociações em torno do reajuste salarial das carreiras.
As entidades nacionais representativas dos órgãos envolvidos divulgaram nota em que afirmam que não obtiveram uma resposta do governo até agora, “apesar da importância do trabalho desenvolvido por essas carreiras para as principais políticas sociais do governo, como a garantia da arrecadação, o combate à sonegação, ao tráfico de drogas e ao trabalho escravo, as obras do PAC e para o sucesso dos grandes eventos mundiais que o país vai sediar nos próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíadas).”
O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Pará, delegado Clidemir Amoras, informou que a paralisação não deverá afetar os serviços essenciais como flagrantes e fiscalização no aeroporto. “Não queremos prejudicar a população, mas abrir um diálogo com o governo com o objetivo de melhorar o serviço público”, garantiu.
Hoje a tarde, a categoria vai fazer panfletagem no Aeroporto Internacional de Júlio César, para chamar a atenção da população para as reivindicações da categoria, que exige do Ministério do Planejamento o fim imediato dos cortes contingenciais orçamentários na Receita Federal e do Trabalho, na PF e na Advocacia-Geral da União.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e ainda Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal, Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e União dos Advogados Públicos Federais do Brasil prometem fazer novas ações, caso não obtenham uma resposta positiva do governo. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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