Um estudo divulgado ontem pelo IBGE aponta que a alimentação dos brasileiros vai mal. Cerca de 90% da população está fora do padrão recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto ao consumo de frutas, verduras e legumes. O tradicional arroz com feijão e carne, segundo a pesquisa, é uma refeição de baixo teor de nutrientes e alto conteúdo calórico. Esse perfil da alimentação no Brasil é parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009). Os dados mostram ainda que, apesar do consumo aceitável de proteínas, o de açúcares foi considerado excessivo em 61% da população e o de gorduras saturadas em 82%. Já o consumo de fibras foi considerado insuficiente em 68% dos brasileiros.
O atendente Diego Oliveira, de 25 anos, assume que quando a mãe não está por perto para preparar refeições nutritivas acaba cedendo às refeições mais práticas e pobres em nutrientes. “Minha alimentação depende muito do fato de minha mãe estar ou não em casa, mas normalmente o máximo de vegetais que eu como é salada de alface e tomate”, diz Diego. Já a administradora Débora Pena, 32, diz que só passou a ter uma alimentação saudável depois de o médico tê-la alertado sobre o alto colesterol. “Antes eu comia muita bobagem, como fast food, frituras, gordura, refrigerante, por conta da rotina atribulada e da falta de tempo”, diz. Apesar de magra, Débora teve diagnosticado o aumento do colesterol e desde então mudou a dieta. “Agora eu como bastante verduras, saladas e estou evitando até a carne”, assegurou.(Diário do Pará)
VIDA SAUDÁVEL
Optar por uma vida saudável, no entanto, não significa abdicar do sabor ou da qualidade da comida. A cantora e compositora Iva Rothe é lactovegetariana há 15 anos, e se diz plenamente satisfeita com os hábitos alimentares adquiridos com a mudança. “Sinto uma diferença muito grande, o corpo agradece!” diz. Iva garante sentir-se bem com o organismo, apesar de ter passado por momentos complicados quando aderiu ao lactovegetarianismo. “Em uma recaída, no início da dieta, acabei comendo carne, passei mal e vomitei, tive desmaios, foi horrível”, lembra.
A nutricionista Vanessa Lourenço explica que para adequar as refeições ao padrão indicado pelo Ministério da Saúde - consumir de três a cinco porções de frutas e vegetais por dia - o ideal é que a pessoa enriqueça o arroz e feijão com vegetais. “A criatividade na hora de cozinhar pode garantir refeições saudáveis sem gastar muito”, diz a nutricionista. Vanessa diz ainda que o ideal é que as refeições sejam feitas em casa. “Substituir o lanche na rua por uma fruta também é uma forma de economizar e garantir o consumo de nutrientes”, indica. (Diário do Pará)
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