Na próxima segunda-feira (1º), os cerca de 800 mil estudantes da rede pública de ensino do Pará voltarão às aulas, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Com a proximidade do fim do período de férias, é hora de organizar o material escolar e aguardar o retorno às salas de aula.
Gabriela Cavalcante, de três anos, está ansiosa para voltar às aulas. Ela está no maternal, em uma escola da rede privada, mas já sente falta quando fica longe dos amigos e dos professores por longos períodos. A mãe, Rebeca Cavalcante, conta que foi difícil convencer a menina a esperar mais alguns dias para voltar à sala de aula. “Fomos dar uma volta e passamos em frente da escola dela. Quando percebeu onde estávamos, pediu chorando para que deixássemos ela por lá”.
Gabriela pode comemorar. Segundo o Sindicato das Escolas Particulares do Pará, todos os estabelecimentos privados de ensino também retornam às aulas na segunda-feira. “No início do ano, comumente, as instituições iniciam o período letivo no momento em que consideram apropriado. Em agosto, geralmente, existe o acordo para reiniciarem juntas”, diz Suelly Menezes, presidente do sindicato.
Outra estudante que aproveitou as férias de olho no retorno às aulas foi Dandara Costa, 14 anos. Apesar de ter viajado para Mosqueiro com a família, ela conta que estudou em média uma hora e meia por dia. “Para não me acostumar a ficar sem fazer nada e para exercitar meus conhecimentos eu tirava um tempo do meu dia para me dedicar aos estudos. A minha mãe também pegava no meu pé”. Para a jovem, a escola é um lugar de compartilhar sentimentos e de se preparar para a vida.
REFORMA
Para receber os estudantes, a Seduc intensificou a reforma em 75 escolas. “Se trata de obras emergenciais, que são realizadas nos estabelecimentos que apresentavam o pior estado de conservação”, destaca José Croelhas, secretário adjunto de logística escolar da Seduc.
Em 29 escolas, as obras iniciadas no início deste ano já foram concluídas, a maioria deve continuar recebendo reparos pelos próximos meses. “Porém, sem causar transtornos para os alunos. Salas serão alugadas, haverá deslocamento de alunos para outras escolas, mas não atrasaremos o retorno às aulas por conta disso”, completa.
Questionado sobre o fato do maior número de escolas que receberam as reformas pertencerem à Região Metropolitana de Belém - apenas três são do interior do Estado -, o secretário informou que as instituições escolhidas apresentaram as maiores precariedades estruturais e foram solicitadas por meio da direção escolar. “Não temos nenhum caso em que escolas deverão ter dificuldades de retornar às aulas e cumprir os 200 dias letivos”, destaca.
A Seduc informou que deve lançar ainda em agosto um projeto experimental de reparos e melhorias nas escolas da Região Metropolitana de Belém. Trata-se de duas equipes de profissionais, entre eles carpinteiros, mecânicos e eletricistas, que estarão à disposição das Unidades “Seduc na escola” para que a direção escolar que notar falhas estruturais, defeitos e problemas nas instalações do estabelecimento receba auxilio e ajuda assim que solicitada. Após o período experimental, o projeto deve se estender a todas às Unidades Regionais de Ensino do Pará.
MERENDA
As unidades de ensino já receberam os itens da merenda escolar para o segundo semestre. A novidade no cardápio é a introdução das proteínas de alto valor biológico como a carne moída, filé de peixe e peito de frango, que serão servidos acompanhados de arroz, feijão e macarrão. Segundo a gerente de alimentação escolar da Seduc, Cláudia Albuquerque, estes produtos foram introduzidos para melhorar a qualidade nutricional da alimentação servida aos estudantes. (Diário do Pará)
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