Altamira recebe hoje o primeiro mutirão da Operação Cidadania Xingu, desenvolvida pelo governo federal em parceria com o governo estadual e prefeituras, na região onde será construída a megausina de Belo Monte. O objetivo do evento é mostrar a presença do Estado na região que vai receber os principais impactos com a construção da futura usina.
Serão dois dias de seminários, palestras e de prestação de serviços, como o fornecimento de carteira de identidade, CPF e Carteira de Trabalho, entre outros documentos. O governo quer acabar com o sub-registro na região, considerado um dos maiores do país.
De acordo com dados preliminares do governo, somente na região de Altamira o volume de sub-registro é maior que o de todo o Estado de Santa Catarina. O governo constatou que juntando Altamira e mais dois municípios próximos, Gurupá e Porto de Moz, o volume de sub-registro ultrapassa o dos três Estados da Região Sul. “Sem carteira de identidade, CPF, fica impossível chegar com as políticas públicas. Nem o Bolsa Família, programa de grande abrangência, consegue chegar”, disse o diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral.
Cabral informou que o evento marca apenas o início dos trabalhos que terão continuidade com o desenvolvimento de ações nas áreas de saúde, educação, regularização fundiária e ambiental.
A Operação Cidadania Xingu foi montada pelo governo para fazer frente aos impactos regionais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, alvo de manifestações de indígenas e integrantes de comunidades tradicionais da região de Volta Grande do Xingu. Além de Altamira, mais 11 municípios receberão os mutirões. O governo ainda pretende realizar mutirões em assentamentos da reforma agrária. Leia mais no Diário do Pará.
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