A situação dos pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica na área de traumatologia e ortopedia através do Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser resolvida ainda na manhã de hoje. O atendimento foi interrompido no dia 18 de julho, quando os 12 médicos traumatologistas registrados no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES) se recusaram a atender pacientes do SUS sob a alegação de baixa remuneração pelo serviço.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, cinco hospitais de Belém estão sem atendimento na área. Segundo ele, o volume de atendimento de cada traumatologista é muito grande, já que os hospitais de Belém também recebem demanda de outros municípios do interior do Estado. Ainda assim, segundo ele, a causa principal da suspensão é o valor médio pago hoje pelo SUS por uma cirurgia traumatológica, que estaria em torno de R$100. “Está inviável trabalhar desse jeito”.
Segundo Gouveia, a interrupção no atendimento já causa uma fila de espera de 100 pacientes. “Esperamos chegar a um denominador comum na reunião de amanhã (hoje). Esperamos que haja um consenso”. Mesmo afirmando que ainda não poderá apresentar uma contraproposta de reajuste, a secretária municipal de saúde, Sylvia Santos, também espera que os atendimentos sejam normalizados após a conversa. “Estamos estudando todas as possibilidades”, disse.
Segundo ela, foram convidados para a reunião, além dos 12 médicos envolvidos, o Sindmepa e a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa).
O Procurador da República Bruno Valente afirma que o Ministério Público Federal (MPF) fez uma recomendação aos médicos. “Quem deixar de atender deve se desligar do cadastro do SUS”, disse. (Diário do Pará)
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