Após peregrinar por cinco hospitais em busca de atendimento, na última sexta-feira, Maria Monteiro da Silva, 17 anos, teve o filho na madrugada de anteontem, no Hospital da Ordem Terceira. Ela deu entrada no hospital por volta das 23 horas, onde foi submetida a uma cesariana. A mãe e o filho passam bem.
Moradora da comunidade de Itancoamiri, no município de Acará, Maria chegou a Belém na manhã de sexta-feira, acompanhada da mãe. Segundo a amiga, Joice Almeida, ela começou a passar mal durante a madrugada. Além de ter que passar por uma viagem de barco de 1h30, a jovem teve que esperar a cerca de 10 horas até ser atendida.
Apesar das fortes contrações, a jovem foi recusada por falta de leito nos hospitais Gaspar Vianna, Santa Casa, Beneficente Portuguesa, Maternidade do Povo e Samaritano. “Eles falaram que está muito cheio e não podiam atender, mas ela estava em trabalho de parto”, conta Joice.
Maria foi ajudada por Adilson Nascimento, amigo da família, dando carona a ela e a mãe. “A demora foi tanta que pensamos que ela fosse ter o bebê no carro”, relembra a amiga.
A assessoria do governo do Estado informou que, nesses casos, o paciente deve ser encaminhado pela Secretaria de Saúde do município para a central de leitos na capital. A central é encarregada de encaminhar o paciente para um hospital com leito disponível.
Para a família, o adiamento do parto e a recusa de atendimento constatam apenas a negligência dos hospitais e poderia ter trazido consequências graves para mãe e a criança. (Diário do Pará)
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