A reforma administrativa do Estado foi um dos temas abordados por Sérgio Leão, titular da Secretaria de Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável, ontem, no programa Argumento, exibido pela RBATV. Leão é um dos cinco secretários especiais empossados na última terça-feira.
Os secretários especiais são responsáveis por órgãos que coordenam cinco grandes áreas: Proteção Social, Promoção Social, Infraestrutura e Logística, Desenvolvimento Econômico e Gestão. Leão falou ainda de obras, das despesas que herdaram da gestão anterior, da relação entre o PSDB e o PT e da divisão do Estado.
Segundo Leão, a criação das novas secretárias ocorreu porque era necessário melhorar a administração do Estado. “Era preciso essa adaptação no Pará. As mudanças no próprio Estado pediram essa mudança. Essa reestruturação facilita a articulação entre os órgãos. Nós vamos controlar, coordenar e organizar”, conta.
Ele explicou ainda que a secretaria não ficará com a função de administrar as finanças, e sim de aproximar as áreas. Ele relembra das despesas herdadas da gestão anterior. “Até abril, as despesas eram maiores que a receita. A situação melhorou, mas mesmo assim não estamos confortáveis”.
OBRAS
Outro tema abordado foi a questão das obras, com enfoque para a Augusto Montenegro e BR-316. “São obras gigantescas e não vão iniciar esse ano”. Ele explicou que para duplicar essas vias uma parte delas deve ser paralisada e isto tornaria o trânsito de Belém ainda mais complicado.
O apresentador Mauro Bonna perguntou se existe algum problema com a relação do governo do PSDB com o governo federal, administrado pelo PT. Leão disse que a relação continua a mesma que a da gestão anterior. “Não temos problemas de relacionamento. Está sendo repassado o desembolso para o Estado normalmente”, afirma.
Ele também disse que seria inviável administrar o Estado sem essa verba. “ Se não tivéssemos recursos federais, ficaria muito difícil investir em melhorias para a população”.
Na área do esporte, Leão informou que o estádio do Mangueirão passará por reformas antes de setembro, quando ocorre o jogo do Brasil contra a Argentina. E finalizou falando sobre o ponto de vista do Estado sobre a polêmica divisão do Pará. “Não pensamos na divisão. E sim em governar o Estado por inteiro. Ele sendo divido ou não nós vamos continuar administrando esses quatro anos”, concluiu. (Diário do Pará)
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