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Passageiros socorrem idosa, mas clínica nega ajuda

Passageiros de um ônibus deram uma lição de solidariedade para muitos na tarde de ontem. Por volta das 17h, o motorista Manuel Messias fazia a viagem de volta ao fim da linha quando apanhou a aposentada Tomiyo Tono, 80, num ponto próximo ao Mercado de São

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Passageiros de um ônibus deram uma lição de solidariedade para muitos na tarde de ontem. Por volta das 17h, o motorista Manuel Messias fazia a viagem de volta ao fim da linha quando apanhou a aposentada Tomiyo Tono, 80, num ponto próximo ao Mercado de São Brás. Alguns metros depois, a senhora que dividia o assento com a dona Tomiyo gritou e avisou que uma veia na perna da idosa teria estourado. “Foi questão de minutos até que o chão do ônibus virasse uma poça de sangue, ela sangrou muito e nós não sabíamos o que fazer”, contou Messias. A idosa, já conhecida do motorista, quase não fala português. “Ela anda sozinha e sempre pega ônibus com a gente” diz Manuel.

Cristiane Martins, 28, administradora, vinha com o filho no lado oposto do corredor e foi a primeira a tentar socorrer Tomiyo, tentando estancar o sangue com a flanela do motorista. “Disse para o motorista parar na Casa do Idoso, que é um centro de referência de atendimento”. O motorista encostou o veículo na avenida Almirante Barroso, próxima à Humaitá, perto da Casa do Idoso, e alguns passageiros desceram para pedir ajuda, mas foram informados que o expediente estava encerrado. Receberam indicação de que deviam levar a idosa a um hospital de urgência, já que a Casa do Idoso faz apenas consultas.

A equipe do DIÁRIO chegava ao local para fazer entrevistas com alguns funcionários e idosos atendidos na Casa e foi surpreendida pelos chamados dos passageiros que se aglomeravam na frente do consultório à espera de ajuda. “É um absurdo, eles podiam pelo menos fazer os primeiros socorros, mas ao invés de ajudar nos mandaram levá-la embora”, reclamava uma das passageiras, Maria do Socorro Mendes, de 65 anos.
Ao perguntar a um funcionário da segurança da Casa do Idoso o porquê de não atender Tomiyo, o DIÁRIO teve como resposta: “Aqui a gente não faz urgência, só consulta e os médicos já saíram”. Leia mais no Diário do Pará.

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