Há sete anos, o jovem Bruno Lins viu sua vida começar a mudar para melhor. Integrante do projeto de Equoterapia – tratamento que utiliza cavalos para auxiliar na reabilitação de pacientes – ele teve melhoras significativas em seu quadro de saúde. “O Bruno nasceu com paralisia cerebral e disseram que ele não tinha nenhuma chance. Agora já anda, senta e fala. A equoterapia é um anjo da guarda na vida dele”, conta Maria do Socorro Alencar, mãe de Bruno e presidente da Associação dos Amigos do Centro Interdisciplinar de Equoterapia (AACIE).
A evolução de Bruno o fez alcançar outras conquistas. “Ele é atleta paraolímpico brasileiro, velocista de 100, 200 e 400m”, diz a mãe. Assim como Bruno, mais 65 pessoas são atendidas pelo projeto, desenvolvido pela Polícia Militar desde 1993. “A ideia é criar um programa de equoterapia para conseguir ampliar o número de atendimentos”, afirma o tenente-coronel Cláudio Polaro, coordenador do projeto.
Trabalham no projeto quinze profissionais entre fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, médicos veterinários e instrutores de equitação. Durante quatro dias por semana, os praticantes fazem os exercícios utilizando quatro cavalos.
Entre os benefícios da equoterapia estão avanços motores e psicológicos. “A equoterapia é um eficiente ganho no controle do tronco e da cervical. O movimento do cavalo imita a marcha humana e o praticante, quando anda no cavalo, percebe no corpo dele o padrão correto. O ganho comportamental também é grande, aumenta a autoconfiança”, ressalta o tenente Ricardo Braga, fisioterapeuta do projeto.
Por conta da eficiência do tratamento, a procura por vagas é sempre grande. “Temos hoje uma média de 500 pessoas na fila de espera”, diz o tenente-coronel Polaro. A pequena Poliana, de quatro anos de idade, esperou dois anos para conseguir se integrar ao projeto. “Faz um mês que ela está aqui e já apresentou resultados, está entusiasmada”, conta Ceres Veiga, avó da menina.
HOMENAGEM
Ontem, o cavalo Verruga foi homenageado no Centro Interdisciplinar de Equoterapia. Com 25 anos de idade, é o mais antigo no projeto. “Ele vai receber uma medalha e uma coroa de flores. Já está velhinho, mas vai continuar participando do projeto”, disse Polaro. (Diário do Pará)
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