O empresário cearense Sérgio de Melo Barbosa, 50, fumou por 35 anos. Depois de várias tentativas, pensa que, agora, vai abandonar o vício. “Fiquei o ano passado inteirinho sem fumar, mas não tinha um único dia em que eu não pensasse em voltar. Agora, estou prestes a completar dois meses sem cigarro. Pela primeira vez estou conseguindo controlar o desejo de fumar”, conta.
Sua luta contra o tabagismo teve fôlego renovado graças ao Centro de Referência de Tratamento do Fumante. O programa administrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) faz parte do projeto federal de combate ao fumo.
Desde 2004, o Ministério da Saúde tem um programa que fornece às secretarias municipais de Saúde as medicações (bupropiona e repositores de nicotina, como adesivos) e os manuais utilizados em sessões com abordagens terapêuticas, que discutem a dependência.
O modelo de tratamento envolve terapia cognitiva comportamental e acompanhamento do paciente por uma equipe de apoio multi-disciplinar composta por médicos, enfermeiros, assistente sociais, psicólogos, nutricionistas e dentistas. Todo o tratamento é gratuito, bancado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“O programa funciona como um grupo de ajuda para o dependente. Nós tentamos auxiliar o fumante a lidar melhor com os efeitos indesejados da abstinência”, define Raquel dos Anjos, coordenadora estadual de tabagismo, diretoria técnica ligada a Sespa, responsável pelo controle de políticas públicas de combate ao fumo no Estado. Leia mais no Diário do Pará. Leia mais no Diário do Pará.
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