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Real Class: conciliação é adiada para 2012

Na manhã de ontem, foi realizada em Belém a primeira audiência de conciliação entre os moradores do edifício Blumenau e a construtora Real Engenharia. A sessão, que aconteceu no juizado especial do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), foi pres

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Na manhã de ontem, foi realizada em Belém a primeira audiência de conciliação entre os moradores do edifício Blumenau e a construtora Real Engenharia. A sessão, que aconteceu no juizado especial do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), foi presidida pela juíza conciliadora Ana Lúcia Bentes Lynch.

Durante o dia, houve a tentativa de conciliação com oito pessoas, membros de duas famílias que têm apartamentos no edifício ao lado do Real Class, que desabou em janeiro deste ano. De acordo com o advogado dos moradores do edifício Blumenau, Graco Ivo Coelho, as famílias pedem indenização pelos traumas, constrangimentos e privações, por terem sido desalojados de suas residências por um longo período, além dos problemas de ordem emocional e psicológica que alguns vêm sofrendo até hoje, em decorrência da queda do edifício.

“O episódio deixou muitas pessoas desalojadas. Isso sem contar o trauma depois de um susto tão grande. É justo que eles [moradores] recebam essa indenização por tudo o que passaram”.

Após algumas tentativas de conciliação, a juíza determinou uma nova audiência para o mês de maio de 2012, já que não houve acordo entre as partes. “A Real Engenharia não apresentou nenhuma proposta para os moradores. E por isso serão marcadas audiências de instrução e julgamento para o próximo ano, quando será feita mais uma tentativa de acordo”, disse.

Os engenheiros responsáveis pela obra do Real Class estavam no juizado, mas não aceitaram conceder entrevista. O advogado que representa a empresa, Tiago Sefer, comentou apenas que não iria se pronunciar sobre as audiências em respeito a outros moradores que estavam com o processo na Justiça. Nenhum morador do edifício Blumenau quis comentar as audiências.

CASO

O prédio de 34 andares, que estava sendo construído na travessa Três de Maio, deixou um saldo de três pessoas mortas e três feridas, além dos moradores dos prédios Blumenau e Londrina, vizinhos ao acidente, que foram desalojados por um período.

No local onde estava sendo construído o edifício, tudo o que restou foram escombros e pedaços de ferro retorcido das 4 mil toneladas de entulho que foram retiradas da área.

INDENIZAÇÃO

Com o desabamento, ocorrido em janeiro, moradores dos edifícios Blumenau e Londrina, vizinhos ao acidente, foram desalojados. Duas famílias pedem indenização pelos transtornos e privações decorrentes do episódio. (Diário do Pará)

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