O diretor do Sindicato dos Médicos do Pará, Wilson Machado, confirmou a adesão dos médicos paraenses à paralisação nacional prevista para o dia 21 de setembro. Nesta data, eles deixarão de atender pacientes de planos e seguros de saúde.
A principal reivindicação da categoria é o aumento do valor pago pelas consultas, que atualmente varia de R$ 30 a R$ 50. Para os profissionais, o ideal seria um valor mínimo de R$ 80. “Às vezes um corte de cabelo custa mais do que eles pagam para um médico”, ressaltou.
Além disso, retornos de pacientes em períodos menores de que um mês não são pagos aos médicos, que também são pressionados a “economizar”, segundo alega o sindicato, tendo número de exames limitados ou pagamentos atrasados quando solicitam determinados procedimentos, o que pode gerar dificuldades nos diagnósticos.
Perguntado se os pacientes não estariam sendo prejudicados com a paralisação, Machado justifica que o movimento é necessário e que “o paciente será prejudicado muito mais se não tiver médicos para atender, porque eles estão se afastando dos planos de saúde. Provavelmente faltarão profissionais”.
Outra paralisação como essa ocorreu ainda este ano, no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, quando, segundo o diretor do sindicato, a adesão dos médicos do Pará foi estimada em 90%. (Diário do Pará)
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