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Consórcios como solução para o lixo

Até 2014, onde todos os municípios brasileiros deverão ter seus “lixões” extintos. A determinação faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos - com base na Lei nº 12.305/10 e Decreto 7.404/10 - que foi tema do III Seminário Regional Preparatório pa

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Até 2014, onde todos os municípios brasileiros deverão ter seus “lixões” extintos. A determinação faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos - com base na Lei nº 12.305/10 e Decreto 7.404/10 - que foi tema do III Seminário Regional Preparatório para a Conferência das Cidades, ontem de manhã, na Assembleia Legislativa do Estado (AL). O evento foi promovido pela Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep)
O seminário contou com a participação do presidente da Famep e prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, do presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados (CDU), o deputado federal Manoel Júnior, do presidente da AL, Manoel Pioneiro, e de entidades responsáveis por cooperativas e projetos de reciclagem de resíduos sólidos.
De acordo com Helder Barbalho, o tema “resíduos sólidos” tem que ser tratado com prioridade. “A população produz e aumenta cada dia mais a quantidade de lixo que é gerada. E daqui a um tempo vamos ter problemas com isso, pois não vamos ter destino final para tudo que foi produzido”.
Na Região Metropolitana de Belém (RMB), atualmente são produzidas 1.500 toneladas de lixo por dia. A destinação que será dada a esses resíduos após chegarem aos aterros é que tem preocupado bastante a CDU. “Estamos aqui para uma troca de experiências e para tentar chegar a um acordo quanto a projetos que possam ser realizados pelos municípios”, declarou Manoel Júnior. Segundo o deputado, apesar de soluções serem discutidas, cada município terá que trabalhar com a sua necessidade e disponibilidade.

CONSÓRCIO
Visando a administração de todo o lixo que é produzido pela população, o presidente da Famep quer implantar um consórcio para coordenar o destino final que terão os resíduos produzidos. “Serão feitos ‘consórcios intermunicipais’, onde será tratada uma maneira de viabilizar o projeto de reciclagem do lixo e os benefícios que isso trará para as pessoas diretamente ligadas a esse processo”, explicou o prefeito de Ananindeua. O projeto mais atual em discussão é a implantação de um aterro sanitário no município de Marituba.
Algumas associações participaram das discussões para tentar encaixar os seus serviços dentro do que está sendo estudado para as melhorias. A Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves) - que faz a triagem, seleção do material e encaminhamento para as indústrias de reciclagem - é uma das muitas que devem contribuir na diminuição do acúmulo de resíduos sólidos nos lixões. O grupo já faz um trabalho de coleta seletiva há dez anos, incluindo pessoas que vivem da reciclagem.
“Nosso trabalho representa apenas uma das etapas. Para essas mudanças acontecerem realmente, é necessário que cada cidadão se conscientize do que é certo”, avalia o presidente da Concaves, Jonas de Jesus. (Diário do Pará)

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