Há 24 anos, dona Joventina Araújo Souza, de 64 anos, quatro filhos, carrega consigo um misto de dor e esperança. A dor: no dia 22 de dezembro de 1987, o marido dela, o auxiliar administrativo da Cerpasa Walfredo Silva Souza foi morto por um tiro de fuzil na cabeça, disparado pelo soldado da Aeronáutica Marcos Antonio Ferreira. O trabalhador estava dentro de um ônibus e ia para o emprego. O soldado declarou que perseguia um ladrão quando efetuou o disparo. A União Federal, em 1993, foi condenada a pagar indenização à família de Joventina.
A esperança da viúva é dar uma vida melhor para os filhos com o dinheiro da indenização, comprando uma casa. Só que o advogado contratado pela família, Bruno Mota Vasconcelos, teria sacado todo o dinheiro no Banco do Brasil e transferido para sua conta corrente. Segundo a família, ele ficou um ano e quatro meses sem nada dizer sobre o recebimento da indenização, enquanto a família passava necessidades.
Depois de muita pressão dos familiares, Vasconcelos teria entregue parte do dinheiro, mas agora se recusa a devolver quase a metade do total, ou seja, R$ 270 mil. O advogado já responde a outras três ações na Justiça envolvendo dinheiro das causas não repassado aos clientes. Em julho passado, foi denunciado à Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) por uma de suas vítimas.
Leia a reportagem completa no Diário do Pará
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar