Terminar uma relação nunca é fácil. É preciso cuidado e cautela para que ambos não saiam machucados, assim como cuidado especial é preciso ser tomado para que os frutos dessa relação não sofram com o fim do casamento: os filhos. Crianças pequenas são as que mais sofrem com a separação dos pais, e evitar brigas e competições é fundamental para que elas não cresçam com as sequelas de um relacionamento pontuado por brigas.
Nos últimos anos, é crescente o número de crianças que expressam a vontade de morar com o pai depois do divórcio, assim como de pais que buscam ficar com a guarda dos filhos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o número de crianças que decidem ficar com os pais, e não com as mães, cresceu 22% entre 2002 e 2006. Segundo o psicólogo Ademar Tavares, isso é reflexo da mudança do papel do pai na relação com a família. “Hoje os homens participam muito mais da vida dos filhos: desde trocar fraldas até fazer o papel de conselheiro amoroso e participar das festinhas do colégio - função que era predominantemente da mãe até um tempo atrás” explica o psicólogo.
Mas ele adverte que é preciso respeitar a vontade dos filhos, mesmo que esse não seja o fator principal na hora de decidir quem vai ficar com a guarda da criança. “O mais indicado ainda é que o pai e a mãe partilhem a guarda, mantendo contato cotidianamente com os filhos, especialmente os pequenos, que necessitam da presença de ambos nos primeiros anos de vida”, ressalta. Para o psicólogo, o melhor comportamento é tentar manter um bom relacionamento ou ao menos o respeito das duas partes. “Não há razão para competições entre o pai e mãe, já que os dois representam fontes importantes no desenvolvimento dos filhos”, pontua.
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