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Pais cumprem tarefas com prazer e zelo

A mãe fica em casa cuidando dos filhos enquanto o pai sai para trabalhar. Há muito essa já não é mais a realidade de muitas famílias brasileiras. Hoje os papéis dentro de casa já não são tão delimitados e os homens querem participar mais ativamente da cri

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A mãe fica em casa cuidando dos filhos enquanto o pai sai para trabalhar. Há muito essa já não é mais a realidade de muitas famílias brasileiras. Hoje os papéis dentro de casa já não são tão delimitados e os homens querem participar mais ativamente da criação dos filhos. Ir às reuniões da escola e levar ao médico, por exemplo, não são encargos apenas da maternidade. “Estamos vivendo uma grande inversão de papéis. O pai era mais ausente, mas como a mãe precisa trabalhar mais, o homem está assumindo mais seu papel”, afirma a psicóloga Rita Paranhos.

Este modelo de pai participativo está em ascensão, ela diz. Cada vez mais eles estão disponíveis para os cuidados e a educação dos filhos. E encaram as tarefas com prazer e disposição. É o caso do gráfico José Felesmino Neto, pai da pequena Júlia, de 1 ano e 5 meses. Todas as noites, quando chega do trabalho, a atenção é toda para a filha. “Quando eu chego, ela já pede pra eu ficar com ela, não troco nem de roupa”, conta. A rotina durante os dias úteis da semana é sempre a mesma. “Dou o jantar dela, brinco, arrumo e coloco para dormir. Só depois vou conseguir fazer alguma coisa. Mas vale a pena, minha vida mudou completamente desde a chegada dela”, diz.

A divisão das tarefas dentro de casa é muito flexível e ocorre conforme a disponibilidade de tempo do casal. “Minha esposa e eu dividimos as tarefas, mas eu participo de tudo, vou ao médico, troco fralda. Vivendo nesse mundo louco quero sempre o melhor para minha filha, passar amor, carinho. A orientação do pai é muito importante nesse sentido”, afirma.

Quem também faz questão de estar sempre presente na criação das filhas é o técnico de áudio Ivan Jangoux, pai de Zoe, 3 anos, e Alice, 1 ano. Já que possui um horário de trabalho mais flexível que a esposa, ele costuma passar bastante tempo com as meninas. “Como também posso trabalhar em casa, divido bem as funções com minha esposa. Participo bastante da educação das minhas filhas, levo ao médico e, quando elas adoecem, eu deixo tudo de lado e fico em casa”.

No dia a dia, Ivan também faz questão de ajudar em todas as tarefas. “Quando acordo ajudo a arrumar, levo para a escola. À noite eu brinco, ajudo na lição de casa e tento controlar a bagunça”, diz. Ser um pai mais atuante e presente também pode ter sido uma “herança” na vida de Ivan. Quando era criança, passou a maior parte do tempo na companhia do pai. “Houve uma época em que meu pai adoeceu e ficava em casa enquanto minha mãe saía para resolver as coisas e eu passava mais tempo com ele. Acho que fui bem criado assim e gostaria de passar isso para minhas filhas”, conta.

O exercício da paternidade mais ativa e atuante traz reflexos significativos na vida dos filhos, dizem especialistas. “Até na vida escolar há casos de pais que estão mais presentes que as mães. Essa participação é muito boa porque a criança passa a ter um referencial. O que faz diferença não é estar perto ou longe, mas se fazer presente. Não se pode deixar todos os encargos em cima da mãe”, ressalta a psicóloga. (Diário do Pará)

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