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Adesão à Capaf termina hoje

Os funcionários adeptos da Caixa de Previdência Complementar do Banco da Amazônia (Capaf) têm até hoje para aderir à reestruturação do plano de previdência. A entidade, que começou a funcionar em 1969, previa o pagamento de pensões e aposentadorias com re

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Os funcionários adeptos da Caixa de Previdência Complementar do Banco da Amazônia (Capaf) têm até hoje para aderir à reestruturação do plano de previdência. A entidade, que começou a funcionar em 1969, previa o pagamento de pensões e aposentadorias com reajuste igual ao dos trabalhadores ativos, porém, desde a década de 80, vem apresentado déficit financeiro.

De acordo com a diretora de benefícios da Capaf, Sofia Cardoso, com a adesão ao plano de reestruturação os contribuintes perdem o cálculo do rendimento como se ainda estivessem ativos, mas garantem o recebimento do benefício. “O benefício foi recalculado. O plano atual salda o benefício e o desvincula dos ativos do Banco da Amazônia”, explica. “O rendimento passará a ser calculado de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ou pelo índice de rendimento do plano”.

Para ela, a adesão é a melhor saída para os funcionários que contribuíram durante anos para a Caixa de Previdência, já que, atualmente, a Capaf não tem como pagar os benefícios. “O assistido deixa de ter alguns benefícios e garante a continuidade da Capaf”.

A meta de adesão do plano de previdência é de 95%. Caso esse percentual não seja atingido, é possível que a Capaf seja liquidada. “A Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) pode sugerir a liquidação, o que não é bom para ninguém”, afirma. “A liquidação seria distribuir o que temos de ativos aos assistidos e a Capaf deixaria de existir. Só que não temos como pagar”.

Segundo ela, para garantir que o problema seja solucionado, o Banco da Amazônia saldará 72,84% do déficit, o que corresponde a R$ 860 milhões. “Isso corresponde a mais da metade do patrimônio líquido do banco hoje”.

Por acreditar nesses benefícios, o aposentado do Banco da Amazônia Fred Garcia de Lima já fez a pré-adesão à reestruturação. “Eu contribuí com a Capaf desde 1963, sempre com o valor máximo”, afirma. “Eu tenho convicção de que tenho que aderir. Já fiz a manifestação de vontade à adesão. Eu não tenho saída”.

Apesar da certeza de Fred, o presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba), Silvio Kanner, afirma que a adesão não é benéfica. “Com a adesão o participante da Capaf vai ter que contribuir mesmo depois de aposentado, além de perder o reajuste que hoje é o mesmo dos trabalhadores da Capaf”.

Para a associação, o responsável por saldar o déficit da Capaf deveria ser o Banco da Amazônia, e não os funcionários. “Desde 1991 o trabalhador contribuiu e o patrão não. Então, o banco é responsável”, afirma.

Segundo ele, as ações que tramitam na justiça são a garantia de que os assistidos receberão o benefício. “Independente de o aposentado aceitar a regulamentação, a Justiça do Trabalho já garantiu o pagamento do benefício”, garante. (Diário do Pará)

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