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Tranquilidade só acaba na volta pra casa

O movimento de retorno a Belém depois do fim de semana prolongado foi intenso a partir do final da tarde de ontem. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a partir das 16h, 60 carros por minuto passaram pela barreira em Ananindeua rumo à capital. O tr

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O movimento de retorno a Belém depois do fim de semana prolongado foi intenso a partir do final da tarde de ontem. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a partir das 16h, 60 carros por minuto passaram pela barreira em Ananindeua rumo à capital. O trecho com maior lentidão foi entre Mosqueiro e o Km 16 da BR-316, em Marituba, por conta de duas lombadas. Foram registrados quatro acidentes sem maior gravidade, mas um deles envolveu sete carros em um engavetamento, sem vítimas.

Já nas estradas estaduais o movimento foi fraco durante todo o dia e não houve acidentes graves. “O número de pessoas que deixaram a cidade neste feriado foi muito pequeno”, avaliou o major Araújo, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

MOSQUEIRO

Quem buscava tranquilidade no feriado, encontrou o cenário perfeito em Mosqueiro, com manhã de sol forte e pouco fluxo de pessoas. Ontem até mesmo as praias mais frequentadas, como Murubira e Farol, registraram baixa movimentação.

Um guarda-sol, cadeiras e isopor com bebidas faziam parte do “kit” que o supervisor Arnaldo Lima montou para a família aproveitar a praia do Farol. Com a esposa e as filhas, resolveu passar o Dia dos Pais e o feriado na ilha e não se arrependeu da escolha. “Hoje (ontem) está muito tranquilo. Família, um clima gostoso, dá para as crianças aproveitarem bastante”.

Assim como a família de Arnaldo, a funcionária pública Ana Santos também destacou a tranquilidade como o diferencial. “Gosto de vir nesses feriados menos movimentados. Dá pra descansar bastante”.

A baixa procura por Mosqueiro só não agradou os vendedores ambulantes e proprietários das barracas. “No Dia dos Pais ainda teve algum movimento, mas agora está muito fraco, as vendas ficam paradas”, lamentou o vendedor Jorge Prado.

BELÉM

Sob o calor típico da capital paraense, o funcionário público Vanner Vasconcelos, 37 anos, e a sobrinha, Lia Macedo, 14 anos, aproveitaram o feriado para ver Belém de uma maneira diferente, percorrendo as vias de bicicleta.

“Não tenho esse hábito, mas pelo marasmo que percebi na cidade, resolvi arriscar”, disse Vanner, enquanto passava por uma avenida Nazaré bem distante dos engarrafamentos dos dias úteis.

Ruim para quem ganha com a correria. O taxista Jurandir Santos, 57 anos, trabalha num ponto localizado na avenida Presidente Vargas. Até o meio da tarde de ontem havia feito apenas uma corrida. “Pela manhã levei uma senhora até a Casa das Onze Janelas. Não deu nem R$ 10”, conta o motorista, que ganha em média R$ 140 por dia de trabalho.

A caixa de supermercado Eliete Martins, 36 anos, trabalhou até as três horas da tarde. Quando saiu, teve que aguardar na parada de ônibus um pouco além do tempo que costuma para pegar a condução que a levaria até a sua casa. “Pelo menos tenho certeza que vou sentada. Não deve ter muitas pessoas pegando ônibus esse horário. Muitas estão fora da cidade.” (Diário do Pará)

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