Se o domingo foi dia de comemorar e aproveitar para ficar ao lado dos pais, na segunda-feira a situação se inverteu para o líder comunitário Laércio Ribeiro, 45, que amanheceu o dia na porta do Pronto-Socorro Municipal da travessa 14 de Março para tentar conseguir atendimento para o filho, Cleverson, 19, recém-operado de uma apendicite. Por conta do feriado da Adesão do Pará à Independência, o atendimento era limitado a urgências e emergências no posto, o que revoltou o pai e alguns pacientes que aguardavam atendimento.
Segundo Laércio, o filho foi operado no próprio PSM. Os pontos romperam e agora ele faz uso de um pino, instalado próximo ao umbigo, e há cerca de uma semana vem tendo febre constante, que o pai acredita ser reação ao objeto colocado recentemente. “Chegamos aqui e o médico disse que não poderia examiná-lo porque estava com várias cirurgias marcadas, nos mandou embora e disse que voltássemos amanhã. Um absurdo”, reclamava Laércio.
O pai do paciente contou que só conseguiu atendimento para o filho por causa de um conhecido que trabalha no
hospital.
Também no PSM da 14 Aylane Matos, 18, vendedora, aguardava consternada o atendimento da mãe, a dona de casa Joana Matos, que teve uma crise de falta de ar. A mãe da vendedora foi levada ao posto de saúde de Icoaraci e lá foi encaminhada para atendimento no PSM. “Perdi a noção de quanto tempo estamos aqui, acredito que já passa de duas horas de espera. Ela está numa maca com aerosol, mas até agora ninguém examinou pra saber o que ela tem”, lamentou a jovem.
Em outros postos da cidade, a situação era semelhante. No Pronto-Socorro do Guamá, o atendimento também era limitado. Já as unidades de saúde sequer abriram as portas. A redação do DIÁRIO tentou contatar a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde Pública, mas não obteve resposta. (Diário do Pará)
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