Muitos matariam pelo ponto. Localizado na rua 28 de Setembro quase esquina com a avenida Presidente Vargas, o mais novo camelódromo de Belém fica em uma região privilegiada, parte do centro histórico e comercial da cidade. Entretanto, seus futuros ocupantes ainda torcem o nariz. “É pequeno e quente. Não tem condições. Eu ‘tô’ selecionado pra ir pra lá, mas prefiro voltar pra rua. Lá não vai dar certo”, vaticina Edson Neto, vendedor de CDs e DVDs piratas, dono de uma barraca na Santo Antônio.
Ele é um dos 180 ambulantes cadastrados pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) para serem transferidos da avenida, já que está planejada uma revitalização da via que faz parte do centro histórico da cidade.
Os vendedores informais deverão ser alocados para três locais no próprio bairro do Comércio que incluem, além do novo camelódromo, a Praça Barão de Guajará e o Espaço Palmeira. A remoção ocorrerá no dia 28.
“O trecho da 28 de Setembro entre Presidente Vargas e 1º de Março vai dar lugar a uma via coberta. A Prefeitura vai entrar com iluminação, drenagem e pavimentação. Os lojistas terão que reformar suas fachadas, para o desenho original dos casarões de época. Vão ter que retirar placas, pintura”, afirma Luis Carlos Silva, diretor geral da Secon.
O projeto está sendo avaliado por órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico, como o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). Leia mais no Diário do Pará.
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