A decisão dos conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) de anular a venda do terreno da entidade em Altamira e ao mesmo tempo devolver o dinheiro pago pelo negócio desfeito, provocou uma espécie de paz de cemitério na entidade. Essa paz, porém, não chegou a completar 24 horas.
Já no final da tarde de ontem, era forte o rumor de uma iminente intervenção, com o afastamento do presidente Jarbas Vasconcelos e de toda a diretoria, pelo Conselho Federal. A boataria corria solta entre os conselheiros, alegrando a alguns, mas revoltando outros.
Quem não concorda argumenta que o afastamento de todos os diretores representaria a punição de culpados e inocentes pelas irregularidades na venda do imóvel. Além disso, segundo conselheiros, seria um “golpe” patrocinado por cardeais para manter a entidade sob controle do grupo liderado pela ex-presidente Ângela Sales e pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.
Entre os nomes contatados para suceder Vasconcelos aparece o do conselheiro federal Frederico Coelho de Souza, além de Clóvis Malcher Filho e Almerindo Trindade. Souza, porém, tem dito a amigos que prefere ficar afastado do poder. Ele estaria se sentindo “envergonhado” com os episódios recentes que envolvem a OAB. Leia mais no Diário do Pará.
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