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Protestos geram 5 horas de muito engarrafamento

Mais um dia sem aula. Mais um dia de matérias atrasadas. E menos um dia de esperanças de conseguir uma vaga nas universidades públicas”. Foi com essas palavras que a estudante do convênio, Carolina Oliveira, 17 anos, resumiu a sua indignação por mais uma

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Mais um dia sem aula. Mais um dia de matérias atrasadas. E menos um dia de esperanças de conseguir uma vaga nas universidades públicas”. Foi com essas palavras que a estudante do convênio, Carolina Oliveira, 17 anos, resumiu a sua indignação por mais uma paralisação dos trabalhadores da educação pública do Pará - a quarta apenas este ano.

São 27 mil trabalhadores nas escolas estaduais, entre professores e outros servidores. Na manhã de ontem, alguns professores se reuniram na avenida Augusto Montenegro para caminharem rumo à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para a última rodada de negociações pela implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), aprovado há um ano e pela atualização do piso da categoria. Os trabalhadores pedem que seja pago o valor nacional. “Aqui no Pará eles pagam um salário mínimo por cada 100 horas de serviço trabalhado. Se a jornada for dupla, não alcança nem o piso mínimo que deveria ser pago para quem tem apenas formação regular”, explica Conceição Holanda, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp).

Durante o encontro com os representantes do Sintepp, a Seduc ratificou que o governo vai cumprir o cronograma estabelecido e implantar o PCCR da categoria apenas em outubro. Sobre a equiparação do piso dos professores do Pará ao nacional, a Seduc informou que está esperando a publicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou a constitucionalidade da aplicação do valor como base para os salários dos professores em todo país.

A categoria vai a realizar assembleia geral no próximo dia 25. “Se a maioria votar a favor de uma paralisação, vamos deflagrar greve por tempo indeterminado”, declarou Conceição.

Operários também pararam

A manhã de ontem iniciou com a rodovia Augusto Montenegro completamente parada. Tudo por causa de uma passeata realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Imobiliária de Belém (Sticmb). O protesto começou às 6h, com os trabalhadores dos canteiros de obras ao longo da rodovia, que decidiram cruzar os braços. Hoje a passeata deve acontecer nas principais ruas do centro de Belém. Encampando uma jornada de lutas nacional, o movimento reivindica melhorias trabalhistas para a categoria.

“Queremos chamar a atenção dos empresários para que paguem pelo menos o piso salarial para os trabalhadores. E que nos possibilitem melhores condições nos canteiros de obras”, argumentou o coordenador-geral do sindicato, Ailson Cunha.

O pedido é de reajuste de 15% nos salários, para um valor de R$ 1 mil para os trabalhadores profissionais, R$770 para os primeiros oficiais, R$680 para os serventes, R$150 para cesta básica e R$ 400 de participação nos lucros e resultados (PLR).Também estava sendo feito o pedido que seja reservado 10% das vagas nas obras para as mulheres

A Augusto Montenegro ficou interditada por quase toda a manhã. Mais de 20 quilômetros de engarrafamento foram registrados pelos agentes da Companhia de Transporte de Belém (CTBel). (Diário do Pará)

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