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Centro de Tratamento de Queimado vira referência

Referência na região Norte, o Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) é o primeiro e único da região para o tratamento de pacientes vítimas de queimaduras. São 20 leitos, sendo oito infantis, 10 adultos

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Referência na região Norte, o Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) é o primeiro e único da região para o tratamento de pacientes vítimas de queimaduras. São 20 leitos, sendo oito infantis, 10 adultos e dois leitos de UTI adulto.

O CTQ conta com uma equipe multidisciplinar, composta por cinco cirurgiões plásticos, 10 médicos clínicos intensivistas, uma clinica diarista, um pediatra diarista, seis enfermeiros, 26 técnicos de enfermagem, dois fisioterapeutas, uma terapeuta ocupacional, quatro anestesistas, além do apoio de psicóloga e fonoaudióloga. Há, também, a assistência de especialistas de sobreaviso do HMUE, como cirurgião vascular, ortopedista, neurologista, cirurgião toráxico, urologia, nefrologia, cirurgião geral, etc.

Além do atendimento emergencial, o paciente recebe acompanhamento ambulatorial quando é necessário. “Os pacientes de primeira vez são atendidos na emergência do CTQ, pelo clínico ou pediatra de plantão e, dependendo da porcentagem da extensão, profundidade e da área queimada do corpo são internados ou não”, explica Rogéria Fiorin Arruda, Coordenadora do CTQ do HMUE, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro Titular e Presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras Regional Pará.

O ambulatório do CTQ funciona de 2ª a 6ª das 14h às 18h. Os pacientes internados recebem tratamento clínico e cirúrgico e também são acompanhados no ambulatório após alta hospitalar. Rogéria diz que cuidar de paciente queimado requer atenção especial. “Costumo dizer que não é fácil cuidar de paciente queimado, precisa gostar. É um verdadeiro sacerdócio. Além dos cuidados médico-hospitalares como hidratação, analgesia, prevenção de trombose, equilíbrio acido-básico, prevenção e tratamento das infecções, reposição sanguínea e de proteínas, curativos, lidamos com a pessoa, com o ser humano em sofrimento. Cria-se uma relação de confiança, esperança e uma certa dependência que geralmente associo como adoção. Verdadeiramente adotamos esses pacientes que estarão, por muito tempo, sendo assistidos por nós e fazendo parte da história um do outro. Acompanhamos suas evoluções, suas angústias e suas conquistas”, conclui.

Os casos mais comuns são ocasionados por escaldaduras (líquidos quentes), seguidas de líquidos inflamáveis e queimaduras elétricas, geralmente em ambiente doméstico. “Cerca de 40% das nossas internações são crianças, o que novamente reforço a necessidade que temos de acompanhar o seu desenvolvimento por muitos anos”, diz Rogéria.

A coordenadora do CTQ pede aos pais que tenham um cuidado redobrado com as crianças, para evitar esse tipo de acidente. “Mas se mesmo tomando todos os cuidados, a criança vier a sofrer algum acidente, peço aos pais que não abandonem o tratamento das queimaduras, por mais trabalhoso que seja. Nossa equipe está sempre buscando novos tratamentos para poder oferecer ao tratamento das cicatrizes, e assim melhorar também o aspecto emocional de quem carrega uma cicatriz”, explica.

A prevenção da queimadura é o melhor tratamento, por isso é preciso tomar certas medidas, como não deixar as crianças brincando perto do fogão ou fogueira, não queimar lixo no chão, deixar líquidos inflamáveis longe do alcance das crianças, etc. “Basta um segundo de descuido para o acidente acontecer e, depois que acontece, leva-se uma vida toda para tratar as sequelas”, conclui. (Agência Pará)

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