Os médicos obstetras e anestesiologistas do hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci, continuam de braços cruzados. Desde a manhã de ontem, foi deflagrado estado de greve, que pode permanecer até o mês de setembro, prazo determinado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) para implantar a isonomia salarial entre os três hospitais estaduais da capital.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, esse suposto acordo realizado entre a Sespa e a Secretaria de Estado de Administração (Sead), na noite da última quinta-feira, não foi comunicado a eles. “Não recebemos nada por escrito. Por isso, não temos nenhum novo acordo firmado com eles. Não vamos mais aceitar o que é falado. Agora tem que vir escrito”. Dezessete médicos concursados pararam ontem.
Gouveia também comentou que ainda que sejam comunicados sobre o acordo da isonomia salarial apenas para setembro, os médicos ainda terão que decidir se aceitam as condições. “Vamos reunir com os médicos para deliberar”, explicou o diretor. O Sindicato pede que os salários sejam equiparados para o valor de R$ 6.200,00.
No hospital Abelardo Santos, a diretora Vera Cecim afirmou que o funcionamento do local estava normal e que todos os médicos que estavam escalados para trabalhar no dia de ontem haviam comparecido. “Para nós, não houve paralisação. Todos que estão de plantão vieram e o atendimento está normal”. Ela afirmou que lhe foi repassado apenas que as negociações estavam sendo feitas. No turno da manhã, havia um obstetra e um anestesista e à tarde dois médicos de cada especialidade.
A população, sempre a mais prejudicada nessa “queda de braço” travada entre os médicos e gestores, conseguiu ter atendimento no dia de ontem. A normalidade do funcionamento foi confirmada por alguns pacientes que entravam em busca de consultas. Grávida de cinco meses, Paula Sampaio, 25 anos, afirmou que o atendimento estava sendo feito normalmente. “Já tinha uma consulta marcada com o obstetra e fui atendida”. Além dos médicos concursados, o hospital ainda dispõe da ajuda de uma cooperativa de médicos que prestam serviço. (Diário do Pará)
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