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Testes ajudam a garantir saúde do bebê

Certificar-se da saúde de seu bebê é a primeira atitude de qualquer mãe ante o filho recém-nascido, mas a obrigatoriedade de comprovar que o bebê está saudável é dos hospitais e maternidades. Ao nascer, a criança precisa ter suas funções básicas analisada

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Certificar-se da saúde de seu bebê é a primeira atitude de qualquer mãe ante o filho recém-nascido, mas a obrigatoriedade de comprovar que o bebê está saudável é dos hospitais e maternidades. Ao nascer, a criança precisa ter suas funções básicas analisadas. Os testes do olhinho, orelhinha e pezinho são essenciais na prevenção de doenças identificadas como causas da mortalidade infantil.

Para evitar sequelas, um teste pouco conhecido, mas muito eficiente e necessário para identificar e impedir o desenvolvimento de doenças graves, vem sendo massificado: o teste do olhinho. O procedimento é simples e indolor - basta que o oftalmologista ou pediatra observe o olho da criança através do oftalmoscópio, aparelho que possui uma lente pela qual o médico observa o reflexo da criança e também alterações na estrutura intraocular. Crianças saudáveis possuem reflexos de cores amareladas, alaranjadas ou avermelhadas. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou estrabismo.

O teste é obrigatório para crianças prematuras e previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira. Dados estatísticos afirmam que essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo. Lauro Barata, oftalmologista pediatra e presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, afirma que o teste do olhinho deve ser feito ainda no primeiro mês de vida. “Ao nascer prematuramente, as crianças ainda não desenvolveram completamente os vasos oculares e os riscos de doenças são muitos. Por isso, deve-se fazer acompanhamento até que ela atinja 36 semanas”, explica.

Mãe de primeira viagem e ainda carregando Gabriel na barriga, a autônoma Suzana Monteiro, 26, diz que ainda não sabia da existência do teste, mas que vai exigir todos os exames. “Quero que tudo seja feito direitinho para que ele venha ao mundo saudável e, se alguma coisa aparecer, que eu possa tratar logo”, diz a mãe, que espera a chegada do bebê no mês que vem. Apesar de estar com a gestação normal, Suzana revela o medo de um nascimento prematuro. “São muitos riscos que ele corre. Uma criança frágil precisa de cuidados mais que especiais. Se por alguma razão ele vier mais apressado, não vou desgrudar dele um minuto”.

Segundo Márcia Marciel, médica neonatologista da Santa Casa de Misericórdia, referência para o exame, todos os recém-nascidos no hospital hoje em dia são submetidos aos testes. “Até um tempo atrás, não era obrigatório, mas há cerca de um ano passou a ser. Essa é uma política nacional, além de um direito constitucional. É obrigatório. Em casos em que a criança venha a nascer em um hospital particular, a orientação é que o pediatra encaminhe para uma Unidade de Referência Estadual, embora todas as clínicas e hospitais estejam aptos a realizar esses procedimentos”, disse Márcia. (Diário do Pará)

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