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Categoria fala sobre a ameaça de greve

Os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) vão iniciar as aulas do 2º semestre, na próxima segunda-feira, discutindo uma provável greve da categoria. A Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), ligada ao Sindicato Nacional dos Docentes das

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Os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) vão iniciar as aulas do 2º semestre, na próxima segunda-feira, discutindo uma provável greve da categoria. A Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), ligada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), marcou para as 17h, no “vadião”, uma reunião para discutir as negociações da campanha salarial e um indicativo de greve nacional.

Eles também decidiram participar da paralisação nacional da categoria, na próxima quarta-feira (24), e do ato que os servidores públicos federais vão realizar, em Brasília, na mesma data.

PROPOSTA

Segundo a diretora-geral da Adufpa, Rosime Meguins, os professores rejeitaram a proposta do governo federal que, por sua vez, não aceitou a contraproposta apresentada por eles, resultando em um impasse. O governo oferece 4% de reajuste a ser pago a partir do ano que vem. Os professores querem um reajuste de 12% a 13% de acordo com a inflação do período. Pela proposta dos professores, o salário base da categoria, sem as gratificações, para o nível inicial com carga de 20 horas semanais, seria de R$ 2.194,76.

Segundo Rosime, os professores estão sem reajuste salarial desde 2008, quando o governo deu um aumento parcelado em três vezes. A última parcela foi paga no ano passado. “Nossos salários foram rebaixados, estão menores. Isso é um menosprezo do governo. O salário dos professores não é compatível com a nossa tarefa”.

Os professores também não aceitam as mudanças na carreira propostas pelo governo que quer criar mais uma classe, a de professor sênior, antes da aposentadoria. Segundo a professora, se for acrescentada mais uma classe às já existentes de professor auxiliar, assistente, adjunto e associado, antes de chegar ao concurso para titular, “a gente vai morrer trabalhando e ninguém consegue se aposentar”. Pelas contas dela, tendo que cumprir no mínimo oito anos em cada classe, incluindo a de titular, seriam necessários 40 anos para a aposentadoria.

Eles também exigem a volta dos percentuais de reajuste de 5% nas mudanças de nível a cada dois anos (são quatro níveis para cada classe), e de 9% nas mudanças de classe que, segundo Rosime, foram retiradas pelo governo que hoje “dá o percentual que dá na telha”. A categoria também quer a incorporação aos salários da Gratificação pelo Exercício da Magistratura Superior (Gemas), da Gratificação Pelo Ensino Básico Técnico e Tecnológico (GEBTT) e da Retribuição por Titulação.

NOTA

Em nota, a assessoria de comunicação da UFPA informou que “em relação à realização de greve por parte dos professores da instituição, há apenas um indicativo de greve nacional” por decisão do Andes. O reitor Carlos Maneschy, segundo a nota, “não tem conhecimento sobre este assunto”.

(Diário do Pará)

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