Começou nesta segunda-feira (22), em Belém, a Oficina de Planificação da Atenção Primária em Saúde (APS), promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Durante três dias, profissionais estaduais de saúde serão capacitados sobre o processo de planejamento da Atenção Primária no Estado para que, em outro momento, capacitem profissionais municipais nas diversas regiões do Estado, adaptando a metodologia à realidade local.
Três técnicos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) ministram o curso, que acontece na Faculdade Metropolitana da Amazônia (Famaz), para conduzirem e auxiliarem nas elaborações de propostas em favor do desenvolvimento da atenção primária, considerada estratégica na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.
"Nessa atividade, os participantes refletirão sobre a situação de saúde na atenção primária, apontar as demandas e os desafios, para que se possa aperfeiçoar o modelo de forma que atenda realmente as necessidades de saúde da população. Costumo dizer que a atenção básica é o aporte da prevenção e que deveria absorver 80% dos problemas de saúde da população. Sabemos que isso, infelizmente, ainda não acontece", afirmou o secretário de saúde do Estado, Helio Franco, durante a abertura dos trabalhos.
"Muitos atendimentos que são feitos nos Programas de Saúde da Família (PSF) são de cunho preventivo. Se a população for bem assistida e tiver melhor acesso aos serviços, muitas doenças e agravos não desenvolverão e teremos menos internações nos hospitais", complementou.
Rita Catanelli, assessora técnica do Conass, afirmou que a atividade em Belém se dará por meio de 10 oficinas presenciais, que resultarão em um plano de atenção primária em âmbito estadual e regional. "A etapa seguinte se dará quando as equipes gestoras estaduais passarão a ser multiplicadoras para os gestores dos demais municípios", disse.
A diretora de atenção primária da Sespa, Jane Neves, acha oportuna a troca de informações e a apropriação de conceitos mediante as orientações do Conass para que se possa, na gestão em saúde no Estado, atingir o impacto de uma assistência pontual com ferramentas adequadas. "Creio que, após esse momento, cumpriremos na íntegra o discurso e a prática da atenção à saúde disponibilizada à população".
As oficinas debaterão temas como as redes de atenção a saúde; a atenção primária a saúde no Estado; territorialização; organização dos processos de trabalho em saúde; a organização da atenção a saúde na Unidade Básica de Saúde; a abordagem familiar e o prontuário familiar; a assistência farmacêutica; os sistemas de informação em saúde; os sistemas de apoio, diagnóstico, sistemas logísticos e monitoramento; e finalmente, a contratualização das equipes de atenção primária em saúde. Os cerca de 40 participantes farão atividades que compreendem trabalhos de grupo, exposições, debates, leitura de textos de apoio, dramatizações, exercícios e utilização de roteiro para trabalho de campo.
(Agência Pará)
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