Desde que o Brasil voltou a apresentar casos de influenza, cólera e sarampo, ainda que em proporções mínimas, as doenças voltaram a ser alvos de ações de fortalecimento da vigilância e prevenção. No Pará, atualmente não existem casos destes tipos de doenças. Mesmo assim, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) está realizando uma série de reuniões para enfrentamento de situações de alerta epidemiológico de risco iminente no Estado, com gestores e técnicos das áreas de vigilância epidemiológica e atenção primária de regionais de saúde e secretarias municipais de Saúde de todos os municípios.
As doenças são os alvos principais da Sespa em função da ocorrência de doenças respiratórias causadas pelo vírus Influenza em estados como o Rio Grande do Sul, devido à introdução de possíveis casos importados de sarampo – o Pará registrou três casos no ano passado – e ao risco de reintrodução da cólera no Estado.
De acordo com a Ana Lúcia Ferreira, diretora do departamento de vigilância epidemiológica da Sespa, a medida inicial para chamar a atenção foi a publicação de alertas de saúde direcionados aos gestores municipais, profissionais de saúde e população em geral para que fiquem atentos aos sinais e sintomas compatíveis com essas doenças. “É preciso reforçar a importância da identificação precoce de casos suspeitos para ações imediatas de tratamento, prevenção e controle” enfatiza.
Durante o encontro realizado ontem, a Sespa entregou notas técnicas e protocolos de ações em casos de suspeita de algumas dessas doenças. “Os municípios precisam utilizá-los devidamente, para que a Sespa e Ministério da Saúde tenham a visibilidade sobre a situação epidemiológica real de cada município” completa Ana Lúcia.
“Pleiteamos que a Justiça Trabalhista ganhe competência para julgar matérias criminais, especialmente para as condições de trabalho, como é o caso do tráfico humano”.
Segundo ele, hoje, as questões criminais relacionadas ao trabalho são julgadas pela Justiça Federal, o que, de acordo com ele, causa um atraso no julgamento dos casos. “Enquanto nós já julgamos as questões trabalhistas, os crimes são julgados bem depois”, afirma. “O pedido é para que esses crimes que temos dificuldades para julgar com celeridade venham para a Justiça do Trabalho”.
NA MIRA
Influenza, cólera e sarampo são as principais preocupações da Sespa para manter o controle nos municípios paraenses. (Diário do Pará)
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