O Governo do Pará informou que vai apurar com rigor os acontecimentos que levaram à morte de dois recém-nascidos no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em Belém, nesta terça-feira (23). A determinação foi dada pelo governador Simão Jatene, que estava em Brasília, cumprindo agenda de trabalho e, tão logo tomou conhecimento do ocorrido decidiu retornar imediatamente ao Estado para acompanhar de perto a apuração dos fatos.
A presidente da Fundação Santa Casa, Maria do Carmo Lobato, disse que acompanhará toda a investigação, inclusive a apuração da Polícia Civil, para depois tomar as medidas que o caso requer. “Como medida de transparência e no maior interesse de esclarecer o episódio, estamos abrindo uma sindicância", informou ela.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, afirmou que a superlotação na UTI Neonatal não poderia ser motivo para que a paciente deixasse de ser atendida. “Ela deveria, pelo menos, ter sido encaminhada para um leito, até que se procedesse a transferência para um hospital regulado pelo SUS, principalmente levando-se em consideração o fato de ser uma gravidez de risco”, reiterou.
De acordo com a direção da Santa Casa, a mãe, que estava com 30 semanas de uma gravidez de alto risco, é portadora de uma doença crônica. A Fundação Santa Casa acionou o Instituto Médico Legal Renato Chaves (IML) para fazer a autópsia. A médica que fez o atendimento no setor de triagem se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de testemunhas e dos procuradores da Santa Casa, para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Maria do Carmo Lobato fez questão de ressaltar que a superlotação enfrentada pela maternidade tem origem em vários problemas, como falta de um pré-natal adequado, gestação de risco e falta de assistência aos recém-nascidos prematuros e com afecções congênitas, além da regulação de leitos nos municípios.
(Secom)
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