Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam ontem três fazendas no sul e sudeste do Pará. As ações foram simultâneas, parte de mobilização nacional, e pedem o assentamento de 60 mil famílias acampadas em todo o país. Foram ocupadas as fazendas Ponta da Serra, em Marabá, Nova Era, em Eldorado do Carajás, e Taumé, em Tucumã.
Em Eldorado, os sem-terra chegaram por volta das 5h30 da manhã, “convidaram” duas famílias de trabalhadores da propriedade a sair da fazenda e em seguida montaram diversas barracas de camping e de palha de babaçu na sede da fazenda.
Para um dos líderes da ocupação, João da Silva Oliveira, o “Careta”, a fazenda tem histórico de violência, uma vez que trabalhadores teriam sido maltrados. Outro argumento para justificar a ocupação seria a localização da propriedade, a apenas quatro quilômetros do centro de Eldorado e vizinha ao assentamento 17 de abril.
Após serem retirados no último dia 10 de agosto da fazenda Ponta da Serra, os sem-terra retornaram para o acampamento Darci Ribeiro. Já na fazenda Taumé, que segundo o MST pertence ao megatraficante carioca Fernandinho Beira Mar, os sem-terra chegaram de madrugada e também montaram as barracas.
Ainda estava nos planos do MST ocupar uma fazenda distante do centro de Nova Ipixuna cerca de 30 quilômetros. A propriedade, de cerca de 4 mil hectares, seria de terras públicas. Mas foram reprimidos e expulsos por policiais militares de Nova Ipixuna e, segundo o MST, por jagunços contratados pelos fazendeiros.
Cinco trabalhadores foram presos e seriam liberados depois de lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo delegado de Jacundá, Marcos Camargo Cruz. Leia mais no Diário do Pará.
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