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‘Diretora da Santa Casa fez o que era correto’

Em entrevista ao Diário Online (DOL), o médico Breno Monteiro, diretor do Sindicato dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde do Pará (Sindesspa) e Associação de Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Pará (AHCSEP), explica que a Diretora da Santa Casa,

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Em entrevista ao Diário Online (DOL), o médico Breno Monteiro, diretor do Sindicato dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde do Pará (Sindesspa) e Associação de Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Pará (AHCSEP), explica que a Diretora da Santa Casa, Maria do Carmo Mendes Lobato, agiu corretamente ao não permitir que a mãe dos bebês gêmeos ficasse internada, pois o hospital estava superlotado e não teria leito disponível para os bebês.

Segundo Breno Monteiro, o médico é obrigado a verificar se o paciente que chega ao hospital se enquadra em um caso de urgência e emergência. “O médico tem que atender, mas não é obrigado a ficar com o paciente no hospital se estiver lotado”, esclarece. Neste caso, Breno afirma que era obrigação sim atender a paciente no primeiro momento.

“Se permitir a entrada, o paciente acha que tem o direito de ficar e se isto acontecer sem estrutura, o hospital perde a qualidade e coloca em risco de morte todos os bebês que estão internados, pois a superlotação pode ocasionar uma infecção hospitalar, como a que ocorreu no ano passado na Santa Casa”, afirma o médico. “Há duas vítimas neste caso: a médica, que não poderia ter sido coagida daquela forma (obrigada a ficar presa no local) e a diretora, que fez o que era correto e preservou a vida dos 123 bebês que estão internados na Santa Casa”, completa Breno sobre o caso da morte dos gêmeos.

Problemas que vêm dos municípios

Mais uma vez a questão da falta de estrutura nos municípios paraenses é levantada como vilã na questão da superlotação dos hospitais. “Não fazem o pré-natal, apenas colocam a paciente em uma ambulância e mandam para a Santa Casa”, denuncia Breno.

Em reunião realizada na tarde de hoje (24) no Ministério Público Federal, o procurador Alan Mansur orientou que a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) garanta o atendimento a todos os pacientes que procurarem o serviço público.

O secretário de saúde, Hélio Franco, explicou que tentará resolver a situação da superlotação na Santa Casa. Para resolver o problema a curto prazo, a Sespa verificará a possibilidade de hospitais particulares conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) receberem pacientes. Outra medida para resolver a situação, a longo prazo, será fazer com que o atendimento ocorra desde a base, nos municípios de origem dos pacientes.

(Thais Rezende, DOL)

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