Em meio a cobranças de medidas que pudessem solucionar o problema de superlotação da Santa Casa – apontada como motivo para o não atendimento da paciente Vanessa do Socorro Santos - o Secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, destacou como uma possível solução a avaliação de como está a situação dos atendimentos nos hospitais conveniados. “Vamos nos reunir na semana que vem com os municípios para discutir a questão da regularidade desse atendimento”.
Segundo ele, há informações de que, aos finais de semana, o atendimento nos hospitais particulares diminuiria, causando um aumento na demanda da Santa Casa. “Provavelmente muitos hospitais ficam ociosos, então, antes de aumentar os leitos é preciso ver se todos estão sendo utilizados”, disse.
O questionamento não é negado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Segundo informações de sua assessoria, os relatórios mensais apontam que algumas maternidades que tem uma cota de 600 partos mensais pelo SUS, acabam realizando apenas 400. Segundo a secretaria, o atendimento de urgência a gestantes é diferenciado, já que os leitos obstetrícios são preparados para atender às pacientes de forma imediata, mesmo que elas não tenham sido encaminhadas por alguma unidade de saúde municipal. Já outros tipos de caso de urgência são atendidos somente pelos Prontos-Socorros.
“Belém não tem uma maternidade própria, o que há são convênios com hospitais particulares. Eles têm que fazer o atendimento da mesma maneira que os públicos porque têm um contrato com os municípios”, completa o secretário Hélio Franco que aponta outra causa para a deficiência no serviço público de saúde. “Os procedimentos são muito defasados e isso desestimula os médicos a conveniar-se com o SUS, mas quem estabelece esse valor é o Ministério da Saúde”. (Diário do Pará)
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