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Professores estaduais não aprovam greve

Os professores da rede estadual de ensino decidiram que não irão realizar greve pelo menos até o mês de outubro. A decisão foi tomada ontem através de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) juntamen

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Os professores da rede estadual de ensino decidiram que não irão realizar greve pelo menos até o mês de outubro. A decisão foi tomada ontem através de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) juntamente com profissionais da educação.

“Os professores não aprovaram a greve para hoje (ontem). Mas se o governo não pagar o piso salarial em setembro vamos parar em outubro. E caso ele não pague o plano de carreiras em outubro vamos parar em novembro”, explicou a coordenadora do Sintepp, Conceição Holanda.

De acordo com ela, o governo havia prometido pagar o piso salarial assim que fosse publicada a liberação no Diário de Justiça, o que aconteceu na quarta-feira, 24.

A assembleia que reuniu cerca de 200 profissionais entre professores e auxiliares no Centro Social de Nazaré era para discutir quais seriam os rumos do movimento de greve, que gira em torno da aplicação do Plano de Cargos e Carreira e Remuneração (PCCR) e do pagamento do piso salarial. “Na última reunião que tivemos com o governo, eles apresentaram algumas mudanças no PCCR, o que nos deixou insatisfeitos com algumas gratificações. E isso nós tínhamos que deliberar com os profissionais para saber o que será feito”, comentou Elói Borges, coordenador do Sintepp.

Com a expectativa de que o pagamento do PCCR e do piso salarial aconteça, os professores ainda permanecem em estado de alerta para a greve. “Ainda não há um clima de greve. Mas vamos aguardar que as propostas sejam cumpridas, tanto para a capital quanto para o interior. Caso isso não aconteça, aí sim, vamos parar até que o governo se posicione”, argumentou o Elói. Se o governo pagar o PCCR e o piso salarial, deverá gastar cerca de 18 milhões de reais.

“É um benefício que só traz melhorias, tanto para o desempenho dos profissionais quanto para os estudantes, que terão um ensino de melhor qualidade”, disse a professora de História, Jussara Costa, 34 anos. São 60 mil trabalhadores da educação que pedem um reajuste de 66% no PCCR e mais verbas para a educação.

SEDUC

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou através de nota que cumprirá a determinação do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei do Piso. Antes, porém, a Secretaria, por meio de sua Assessoria Jurídica, necessita analisar detalhadamente o acórdão publicado anteontem (24) no Diário da Justiça. Somente após a análise técnica e simulações, a Secretaria terá condições de estabelecer um prazo para a aplicação da lei.
(Diário do Pará)

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