Após os depoimentos do três oficiais do Corpo de Bombeiros, que fizeram o atendimento a Vanessa do Socorro, grávida que perdeu os gêmeos após passar horas tentando atendimento na Santa Casa e no Hospital de Clínicas, o delegado Rogério Moraes, da Divisão de Investigações e Operações Policiais - DIOE, confirmou os dados do laudo preliminar divulgado pelo IML sobre as causas da morte dos bebês.
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Segundo o delegado, os bebês já estavam mortos no útero da mãe pelo menos 48 horas antes do nascimento das crianças. Ainda segundo o delegado, o estado da pele dos bebês foi o fator importante para o esclarecimento do caso, uma vez que nem foi preciso checar a possibilidade de ter ar nos pulmões das crianças.
LAUDO
O Centro de Perícias Renato Chaves encaminhou na manhã de hoje (26), para a Divisão de Investigações e Operações Especiais - DIOE, o resultado final do laudo do exame feito nos gêmeos mortos na madrugada de segunda-feira (22), em frente a Santa Casa de Misericórdia, em Belém.
O depoimento acontrece a portas fechadas. A DIOE só irá se manifestar após ouvir os depoimentos dos Bombeiros.
O CASO
Por falta de leito para internação, Vanessa do Socorro, com sete meses de gestação, perdeu os filhos gêmeos após passar horas tentando atendimento na Santa Casa e no Hospital das Clínicas, em Belém.
O martírio dela e do marido começou ainda na madrugada de segunda. Por volta das 3h, o auxiliar de cozinha Raimundo Cícero Gomes Farias, 33 anos, saiu às pressas do bairro de Itaiteua, distrito de Outeiro, levando de ônibus sua companheira, Vanessa do Socorro de Castro Santos, de 27 anos, que sentia fortes contratações, à Fundação Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Portadora de lúpus (doença autoimune), Vanessa fazia acompanhamento regular por causa da gravidez de risco. Já sabia que o parto poderia ocorrer a partir do sétimo mês.
Uma hora depois, o casal chegou à Santa Casa, onde aumentou o martírio. “Com meus dois filhos prestes a nascer e o porteiro dizendo para procurar outro hospital por falta de leito, fiquei em desespero. Após muitas tentativas frustradas, resolvemos ir de táxi ao hospital mais próximo: o Hospital Gaspar Vianna. Lá, mais uma vez, negaram o atendimento à minha esposa”, disse. Sem ter para onde ir, o casal ficou na calçada por uma hora e meia. Como o quadro se agravou, o serviço de resgate dos Bombeiros foi acionado e levou Raimundo e Vanessa para a Santa Casa novamente. Entretanto, a grávida teve novamente o atendimento negado.
(DOL)
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