Lozanira Nascimento Torres, depoente nas oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)sobre tráfico de pessoas no Estado Pará, em Bragança, foi conduzida do local da sessão até a Delegacia Civil, para prestar depoimento, sob a acusação de perjúrio mediante os membros da comissão ao ser interrogada, mas foi liberada em seguida.
Lozanira é proprietária do Bar Cabral,no bairro do Taíra, ambiente apontado como ponto de exploração sexual de adolescentes. Além da acusação de permitir a presença de menores em seu estabelecimento, Lozanira também é acusada de intermediar garotas para clientes. Durante seu depoimento na quinta-feira (25), ela não colaborou com a comissão negando e omitindo informações atribuídas a ela. O depoimento de Lozanira então foi adiado para a manhã de ontem. Entretanto, como repetiu a mesma posição omissa, foi conduzida para a delegacia .
Antes de Lozenira, quem já havia deposto foi Lourival da Silva Pereira, conhecido como índio, dono do Motel Caribe, onde, segundo o inquérito policial, também ocorre exploração sexual de adolescentes. Índio também é dono de um espaço de lazer conhecido como “balneário do índio”, onde muitos adolescentes se econcontravam com clientes.
Em seguida, os membros da comissão foram à casa de uma das adolescentes para ouvi-la, uma vez que, devido ao fato de ser menor de 18 anos, não pôde comparecer à sessão. Os depoimentos foram retomados com a realização da terceira e última oitiva da estada da CPI em Bragança, o do taxista Artur Walter Gomes de Brito, acusado de fazer parte da rede de exploração sexua, transportando adolescentes de festas e bares para o Motel Caribe. (Diário do Pará, Bragança)
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