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NOTÍCIAS PARÁ

Diário: pela arte de se renovar

Mesmo os detratores e concorrentes reconhecem. O DIÁRIO é um jornal que prima pela ousadia. Pela ausência de medo na hora de arriscar, mesmo que possa errar. É a ousadia da juventude. E isso nada mais é também do que o reflexo dos próprios integrantes do

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Mesmo os detratores e concorrentes reconhecem. O DIÁRIO é um jornal que prima pela ousadia. Pela ausência de medo na hora de arriscar, mesmo que possa errar. É a ousadia da juventude. E isso nada mais é também do que o reflexo dos próprios integrantes do jornal. Os editores são jovens. Aliam essa juventude ao contato com os mais experientes. É desse cruzamento que o jornal se nutre no cotidiano.

A pergunta que se faz internamente no jornal, é se o fator juventude é realmente um aliado na característica que o DIÁRIO tem de buscar ângulos novos para as matérias, de tentar ousar um pouco mais na cobertura.

“Acho que sim”, diz o editor-executivo Adaucto Couto. “Lembro que antes de começar nessa vida, lia os jornais e sempre tinha uma manchete que eu imaginava de forma diferente. E, de maneira geral, acho que chegamos ao DIÁRIO no momento certo, sem vícios e dispostos a encarar não só um projeto gráfico inovador, mas também um desafio, que é o de fazer jornalismo de uma forma atrativa”, diz ele
Um dos mais recentes editores do DIÁRIO, Fábio Nóvoa prefere ser mais comedido. “Sim e não. Não, porque acredito que a experiência é sempre uma aliada do jornalismo e quem já tem maior vivência tem a visão mais apurada para avaliar o que é importante na hora de inovar ou mudar o foco da cobertura. E sim, pois acredito que, como estamos mais próximos das mudanças recentes do jornalismo, a partir das transformações sociais e tecnológicas temos a mente mais aberta para isso.

Cria da casa, como se diz na gíria jornalística, o editor-executivo Clayton Matos acredita que, por ter um espírito jovem, o DIÁRIO segue atrás de novas tendências. “Sem dúvida, são ideias novas surgindo a cada instante, com um plano de cobertura de um determinado assunto fugindo do tradicional, daquilo que já vinha sendo formatado há anos e anos e que aos poucos começa a ser rompido. Pelo menos no DIÁRIO, que procura sempre surpreender seus leitores”, diz Matos.

Segundo ele, esse espírito surge de todos os lados. “Não só editores jovens, mas é uma tendência saudável que se aplica também à reportagem. A redação hoje é povoada por gente nova, saindo do forno de uma universidade e cheia de disposição e talento”, diz.

Com 25 anos, Amanda Aguiar também acredita na força ‘jovem’. “Acredito que sim, se considerarmos que ser “jovem” está relacionado não à idade cronológica, mas a uma geração e seus costumes. Vivemos imersos na cultura tecnológica, uma relação estreita com as novas mídias que nos força a refletir sobre a qualidade da informação, dada a velocidade em que ela é transmitida, sob os mais diversos suportes. A geração anterior não teve essa vivência, em sua maioria. Também é indiscutível o fato de que a formação acadêmica contribui para esse olhar mais crítico, que busca não apresentar os fatos, pura e simplesmente, mas apresentar ao leitor novos olhares”, avalia.

Editor do Bola, Nilson Cortinhas, de apenas 25 anos, é um exemplo claro dessa renovação que existe sempre na redação do DIÁRIO. “Acredito que o ideal é conseguir um equilíbrio entre os jovens e os mais experientes. Essa é a receita”, diz.

COLUNISMO SOCIAL

Visões particulares da sociedade

Há muito se achava que figurar entre as colunas sociais era papel de dondocas e socialites, empresários e magnatas, e talvez até fosse. A cara e o conceito de “coluna social” fora, durante certo tempo, uma pintura superficial daquilo que era mais agradável aos olhos dos leitores. No entanto, há 29 anos, desde que o DIÁRIO passou a investir em informações que primassem pela qualidade, a história mudou e, cada vez mais colunismo e jornalismo se fundem numa nova forma de noticiar fatos: mostrar quem são os agentes sociais não é necessariamente exaltar a posição ou sobrenome que alguém ostenta. É, na realidade, um olhar, um retrato do social que o profissional do jornalismo faz da sociedade e divide com o leitor.

Das mais antigas da casa, a jornalista e colunista Vera Castro é parte viva da história do DIÁRIO e ajudou não só a criar um espaço de discussão e exposição social, mas também moldou e modificou a forma como a sociedade era postada nas páginas do impresso. “Minha maior preocupação sempre foi não focar a coluna apenas na elite, primo por transparecer a coluna como um espaço informativo em que diversas temáticas de interesse sejam abordadas”, diz Vera. Revendo sua história no DIÁRIO, ela relembra dos tempos em que era repórter: “Um momento marcante para mim foi quando dei o furo do primeiro bebê de proveta em Belém, teve uma grande repercussão e marcou por me fazer perceber que ali era um momento importante para a história da sociedade” relembra.

Meio século dedicado exclusivamente ao jornalismo. Assim define-se Walter Guimarães, que há 18 anos é parte da equipe do DIÁRIO. Ao longo do tempo, o jornalista diz ter criado seu próprio estilo, o que lhe garantiu um know-how para lidar não só com as ilustres figuras que estampam sua coluna, como também para ter sua rede de informações. “Hoje em dia tenho minhas próprias fontes, recebo informações direto das agências e também os leitores da coluna acabam me procurando para passar informações” revela.

Já Érika Titan diz expor na sua coluna “eventos sociais que acontecem durante a semana na cidade, além de moda e dicas culturais”. Érika é da nova safra de colunistas do DIÁRIO que dão uma nova cara à categoria jornalística.

Mas engana-se quem acha que a vida de um colunista é só glamour. A jornalista Esperança Bessa dá à sua coluna um ar inovador com linguagem mais acessível e despojada, fugindo dos padrões mais característicos do colunismo. No DIÁRIO desde 2009, Esperança é também editora da Revista, encartada nas edições de domingo do jornal, e divide o tempo entre a garimpagem de material para os dois veículos. Do rock ao tecnobrega, de entrevistas a colaborações, a coluna de Esperança é, segundo a própria, “uma convergência de ideias, a liberdade que tenho me permite criar uma coluna nova a cada semana. Foi um presente que ganhei do DIÁRIO”.

(Diário do Pará)

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