Não se acomodar. A palavra não chega a ser repetida nos corredores do DIÁRIO DO PARÁ, mas é como se fosse um mantra entoado por editores, diagramadores, repórteres e fotógrafos. A ponta mais visível dessa não acomodação é a própria parte gráfica do jornal. O visual arrojado e em constante mutação ganhou corações e mentes dos leitores, tornando-se uma referência.
Nem sempre foi assim, no entanto. “A primeira capa era cheia de texto, muito parecida com um jornal americano”, avalia Atorres, editor de Arte do DIÁRIO. “A gente demorou um pouco para acompanhar as mudanças que os jornais do Nordeste, por exemplo, já vinham executando”, admite.
Essa primeira fase do jornal durou de 1982, ano da fundação, até 1994, quando foi feita a primeira grande mudança gráfica. “Foi um projeto encomendado, que contou com a supervisão direta do Guilherme Barra e do Olavo Dutra, que comandavam a redação”, lembra Atorres. Foi assim que o jornal ganhou cores e a capa passou a estampar charges.
“Este período veio também como uma revolução tecnológica. Foi o ano em que o jornal comprou uma reveladora de fotolito, que garantia passar as páginas do computador direto para o fotolito. Antes era muito tosco”, analisa, com autocrítica, o editor de Arte, referindo-se a uma tecnologia que ainda engatinhava naquela época.
Com isso o jornal ficou mais agradável aos olhos. Foi dado privilégio ao projeto gráfico, com fotos mais abertas e textos mais curtos. “Perdeu a cara de jornalão e se aproximou mais dos jornais nordestinos”, compara Atorres. “Depois de 1994, ocorreram mais uns três projetos gráficos, sempre tentando manter a filosofia de textos mais curtos, com fotos e gráficos. O espírito sempre foi mais agressivo, com visual arrojado”, diz Atorres.
“O projeto gráfico prevê o uso da fotografia com muito espaço. O jornal é mais ousado no uso da imagem e não só na capa. É uma excelente ferramenta para atrair leitores”, analisa o editor de Fotografia Octávio Cardoso.
O diretor de Redação Gerson Nogueira concorda: “O projeto gráfico é a base do que o jornal é hoje”, diz. “Mas o que temos é uma imagem que busca uma identificação com o mundo digital. Temos um jornal mais limpo, com cores bem distribuídas, trabalhando bem a fotografia, a imagem”, completa.
Segundo Gerson, o projeto priorizou as cores da região. “São cores primárias, que mandam mensagens visuais diretas e indiretas. Os leitores do jornal costumam falar do DIÁRIO como um jornal jovem, atualizado e moderno. Essa é a principal característica do jornal hoje”, comemora o diretor.
Modernidade marca nova linha editorial

Um jornal mais ágil, leve de ler e mais profundo nos conteúdos. Essas foram as principais mudanças sentidas pelos leitores do DIÁRIO DO PARÁ desde 2008, quando a mais recente reforma vivida no jornal no projeto editorial e gráfico se fizeram notar. Foram mudanças profundas que fazem com que o Diário continue sempre em sintonia com o seu público.
Num horizonte maior, o DIÁRIO apresentou duas grandes mudanças. A primeira consistiu num reordenamento editorial, de forma a priorizar o leitor, fazendo, inclusive que ele tenha uma melhor ‘navegação’ pelo jornal.
A segunda, que dialoga com a primeira, consistiu em um novo projeto gráfico, que modernizou a imagem do jornal e que buscou dar sentido à nova linha editorial. Houve uma melhora na forma de fazer a leitura do jornal. Os conteúdos foram aprofundados, com o acompanhamento de infográficos que ajudam no entendimento do texto.
Mudanças como essas atestam o fato de que o DIÁRIO sabe que é na inovação e na qualidade de seu produto que está o segredo de seu êxito. “Essa é a grande diferença dos jornais líderes: empreendem mudanças quando estão em um bom momento, não quando estão em crise”, afirmou o responsável pelo novo projeto editorial, Francisco Gomez, o Paco, à época da apresentação dele aos leitores.
Nesse sempre novo DIÁRIO, o papel fundamental é do leitor, que teve ampliados os próprios espaços de participação. A ideia é que a agenda jornalística do DIÁRIO esteja sempre determinada pelos interesses de quem lê, não pelos das instituições ou organizações.
(Diário do Pará)
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