A delegada Lorena Costa, da Polícia Federal (PF), indiciou por falsidade ideológica a advogada Cynthia Rocha Portilho, ex-assessora jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA), que responde a inquérito por ter admitido a falsificação da assinatura do vice-presidente da entidade, Evaldo Pinto, no atrapalhado negócio, já desfeito, que envolveu a venda do terreno da subseção de Altamira por R$ 301 mil, para o advogado Robério D’Oliveira. Em julho, Cynthia foi demitida sem justa causa pelo presidente, Jarbas Vasconcelos.
O artigo 299 do Código Penal, que trata de falsidade ideológica, diz que é crime “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar, obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. O enquadramento penal é de um a cinco anos de prisão e multa.
O DIÁRIO tentou ontem à noite falar com a advogada para que ela comentasse a decisão da PF de indiciá-la, mas seu telefone estava desligado. A delegada ainda pretende ouvir outros envolvidos no caso e pediu mais quatro meses de prorrogação do inquérito.
A confissão de Cynthia na fraude da assinatura de Pinto foi apresentada em uma nota oficial divulgada pela OAB e assinada por Vasconcelos. A advogada argumentou que assinou o nome do vice na procuração para a venda do terreno porque teria sido por ele autorizada, o que Pinto nega. Leia mais no Diário do Pará.
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