Vereador de Belém, Alfredo Costa (PT) aguarda oficialização da Assembleia Legislativa (AL) para tomar posse no cargo de deputado estadual pela bancada petista, no lugar de Paulo Sérgio Souza, o Chico da Pesca, cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA), por compra de votos, crime contra administração pública, abuso de poder econômico, fraude no seguro-defeso, uso da máquina pública, condutas vedadas no período eleitoral, entre outras irregularidades.
O Diário de Justiça publicou na edição de anteontem o acórdão da cassação do deputado. A partir da oficialização à presidência da AL, a mesa-diretora da casa deverá providenciar a notificação do suplente, Alfredo Costa, a fim de marcar a data da posse do novo deputado.
No entanto, a defesa de Chico da Pesca já ingressou com recurso no TRE/PA tentando obter liminar para manter o deputado cassado no cargo até julgamento de novo recurso impetrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que não há provas contundentes contra Chico da Pesca.
Se o TRE conceder a liminar, o deputado permanece na AL. Caso contrário, Alfredo Costa assumirá o mandato. Para isso, o vereador terá que renunciar ao restante do mandato de vereador por Belém.
Havia dúvidas sobre quem poderia assumir o mandato em lugar de Chico da Pesca, já que o relator da ação, jurista André Bassalo, defendeu a tese de recontagem do coeficiente eleitoral da coligação liderada pelo PT na eleição 2010.
Chico da Pesca foi o deputado estadual mais votado, com quase 50 mil votos, e foi responsável por puxar o último colocado, declarado eleito inicialmente pelo TRE como Alfredo Costa. Após o TSE liberar o registro de candidatura de Luiz Rebelo (PR), a vaga ficou destinada a este deputado da coligação. Agora, com a definição do TRE de manter a vaga ao PT, a briga pela vaga ficará na própria bancada.
ACUSAÇÕES
PESCA ARTESANAL
Chico da Pesca exerceu o cargo de superintendente federal da Pesca e Aquicultura no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de 2008 a abril de 2010, onde, segundo denúncia do Ministério Público Federal, se beneficiou da estrutura para se eleger, especialmente, incluindo no Registro Geral de Pesca (RGP) pessoas alheias à profissão de pescador para receberem seguro-desemprego à época do defeso do pescado, como assegura a legislação trabalhista para os pescadores artesanais. Somente essa irregularidade teria custado aos cofres federais R$ 200 milhões. Teriam sido acrescentadas no cadastro mais de 100 mil pessoas.
RESUMO
O Diário de Justiça publicou na edição de anteontem o acórdão da cassação do deputado. A partir da oficialização, a AL deverá providenciar a notificação do suplente, Alfredo Costa.
(Diário do Pará)
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