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Homem desaparecido após naufrágio no Trombetas

Homens do Corpo de Bombeiros de Oriximiná até ontem não tinham conseguido retirar do fundo do rio Trombetas a embarcação tipo bajara que afundou durante um temporal, na noite de domingo, próximo à comunidade Apé. O acidente, que vitimou um dos ocupantes,

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Homens do Corpo de Bombeiros de Oriximiná até ontem não tinham conseguido retirar do fundo do rio Trombetas a embarcação tipo bajara que afundou durante um temporal, na noite de domingo, próximo à comunidade Apé. O acidente, que vitimou um dos ocupantes, aconteceu quando o barquinho havia deixado o rio Erepecu e estava no rio Trombetas com destino a Oriximiná, sendo atingido por um forte temporal.

Na bajara viajavam quatro pessoas: dona Maria Noêmia, Manoel Afonso, de 84 anos, Jorge da Silva Trindade e Carlos Augusto, filho de dona Noêmia. Apenas Augusto, que é portador de deficiência física e mental, não conseguiu nadar para a beira do rio. Ele continuava desaparecido até a manhã de ontem.

Segundo Noêmia, no momento do naufrágio caía um forte temporal e, ao tentar atravessar o rio, a embarcação virou com a for ça do vento. “Quando percebi, sai imediatamente do barco, mas o meu filho que estava deitado não conseguiu emergir”.

A dona de casa disse que a água começou logo a entrar pela parte de cima, levando a bajara a emborcar. Ela contou que ainda tentaram fazer uma manobra, mas sem sucesso, porque o barco já estava sendo tomado pela água. “Foi tudo rápido.Mesmo assim, ainda gritei para ele sair debaixo do toldo, mas ele não conseguiu”.

Segundo o bombeiro Marivan, responsável pelas buscas, até ontem a embarcação continuava no leito do rio, a uma profundidade de aproximadamente 26 metros. Ele conta que o resgate não foi possível pela falta de material necessário para puxar o barco pra cima. “O cabo que levamos não resistiu no momento do regate e rompeu”, disse Marivan, que retornou ontem à localidade, a quatro horas de barco de Oriximiná. Ele disse que a grande dificuldade para conclusão da operação é o forte vento, que não permite trabalhar de uma forma segura. (Diário do Pará, Oriximiná)

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