Cata-ventos verdes e amarelos, bandeirolas do Pará e a banda marcial tocando o hino do Estado iniciavam mais um dia de marcha nos bairros de Belém em comemoração à Semana da Pátria. Escolas públicas e particulares se revezaram durante toda a manhã de ontem nas ruas dos bairros da Terra Firme, Jurunas e Cremação.
Com os temas sobre a divisão do Pará, meio ambiente e segurança, as centenas de estudantes marchavam carregando faixas e cartazes com mensagens alusivas aos temas. “Queremos um Pará rico. E, para isso, ele precisa permanecer unido”, comentou a aluna do quarto ano da Escola Estadual General Gurjão, Raquel Castro, de 9 anos. Ela, que carregava uma faixa com frases sobre a divisão do Estado, estava toda vestida com roupas que representavam a bandeira do Pará.
Logo atrás dela, vinham outros pelotões que também faziam menção a este tema. “Precisamos mostrar que somos contra a divisão do nosso Estado. E nada melhor do que usar o desfile da Pátria para expor nosso sentimento. Vamos sempre dizer não”, explicou a professora Ana Cláudia Dias. Os estudantes se dividiam em grupos trazendo sempre uma faixa sobre o mesmo assunto.
A Escola Estadual Mário Chermont, trazia o bullying como o assunto principal. Pedindo o fim da violência física e psicológica, os alunos vestidos com o uniforme do colégio marcharam carregando faixas com frases de paz. Mesmo sem saber muito bem o que significava a palavra bullying, a estudante Beatriz Silva do quinto ano, disse que queria apenas que dentro da escola tivesse paz e tranquilidade para estudar. “Às vezes temos medo de algumas coisas que acaba nos impedindo de estudar direito. Quero apenas poder estudar em paz”.
TEMAS
Os desfiles escolares acompanham as mudanças. Os temas debatidos sempre trazem algo de atual e que seja de cotidiano na vida dos alunos. “A essência do desfile continua a mesma, mas somos obrigados a acompanhar as mudanças sem perder a tradição”, enfatizou a professora responsável pelo planejamento do desfile, Maurila Sarmento, que é do Núcleo de Esporte e Lazer da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
A distração da manhã, para quem podia disponibilizar um tempo, era apreciar o desfile dos alunos. Com olhos atentos e marejados, a professora aposentada Rosinalva Oliveira, 71 anos, mostrava-se emocionada em assistir ao desfile. Ela, que durante muitos anos se manteve à frente de uma escola como diretora, disse, entristecida, perceber que o amor à pátria já não é o mesmo. “Você percebe pelo jeito que eles se comportam que não tem nenhuma importância esse ato cívico”.
Sargento Moraes, como é conhecido o reservista Carlos Moraes, de 74 anos, que dedicou a sua vida para a carreira militar no Exército Brasileiro era um dos espectadores mais empolgados. Relembrando dos velhos tempos do serviço, ele comentou que todos os anos fazia questão de marchar. “A Semana da Pátria, pelo menos por mim, era uma das mais esperadas. Fazia questão de usar o meu melhor uniforme e de marchar com firmeza. Ao meu ver, dessa forma eu podia expor o meu orgulho”.
O cabo da Aeronáutica, Rubens Lobato, que estava com seu filho Felipe, de seis anos, no colo, disse ser fundamental mostrar para ele o quanto é importante essa dedicação ao país. “O desfile representa o amor à pátria. E isso é o que mais frisamos nas forças armadas. Por isso quero passar desde pequeno para o meu filho que ele deve cultivar esse amor pelo país”. Os desfiles da Semana da Pátria seguirão até o dia 7, com o desfile dos militares. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar